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Democratas promovem plano de estímulo econômico, apesar de objeção de Bush

Washington, 15 set (EFE) - A oposição democrata, que controla o Congresso dos Estados Unidos, promoveu hoje um segundo plano de estímulo econômico de US$ 50 bilhões, apesar das objeções do presidente americano, George W. Bush.

EFE |

Ao destacar a declaração de falência do banco de investimento Lehman Brothers e seu impacto em Wall Street, e o contínuo nervosismo sobre o rumo da economia, os democratas insistiram hoje na necessidade de que o Congresso aprove um segundo plano de estímulo, centrado na criação de empregos.

"Clara e desesperadamente precisamos disto em Michigan e na maioria dos estados neste país", afirmou o senador democrata de Michigan Carl Levin.

Michigan tem uma taxa de desemprego de 8,5%, acima dos 6,1% em nível nacional.

Fontes legislativas afirmaram hoje que o plano de reativação econômica, voltado principalmente a financiar projetos de construção para favorecer a criação de empregos, poderia ser levado à votação este mesmo mês.

A Casa Branca deixou claro que se opõe ao segundo plano porque prefere dar mais tempo a que surta efeito a primeira injeção de mais de US$ 160 bilhões -a maioria em devolução de impostos- que o Congresso aprovou em fevereiro.

Em conferência telefônica, tanto Levin quanto a governadora democrata de Michigan, Jennifer Granholm, listaram os problemas econômicos que afetam o país, reiterando que o candidato presidencial republicano, John McCain, "defende" a fracassada política econômica de Bush.

Granholm pediu ao Congresso para aprovar o segundo plano que, em sua opinião, "seria enormemente benéfico".

"Este é o momento para que o Governo federal intervenha e ajude os cidadãos. E isso é o que faria um segundo plano de estímulo", argumentou.

O segundo plano para reativar a economia ofereceria assistência a famílias pobres para cobrir suas despesas de calefação, e ajudas aos Governos estaduais para os programas de cobertura médica para pessoas de baixa renda.

Se for aprovado, também incluiria US$ 25 bilhões em empréstimos para o setor automobilístico, a ampliação dos benefícios para desempregados e mais despesas fiscais para a infra-estrutura.

Em um ato eleitoral em Jacksonville (Flórida), McCain reiterou hoje que "os fundamentos de nossa economia são fortes", o que lhe valeu críticas da oposição democrata e acusações de seu adversário na disputa pela Casa Branca, Barack Obama, de que "não entende" as dificuldades pelas quais passa o cidadão comum.

Na conferência telefônica, os democratas - assessores na campanha de Obama - disseram estar abismados com que McCain repetisse o comentário, diante da crise gerada pelo desemprego, pela dívida nacional, pelo déficit fiscal, e pelas execuções hipotecárias.

No entanto, McCain reconheceu que "estes são tempos muito, muito difíceis, e, assim, prometo: Jamais voltaremos a pôr os Estados Unidos nesta posição".

"Limparemos Wall Street", prometeu McCain, em referência aos problemas de empresas que assumiram muitos riscos, à espera de um resgate do Governo federal. EFE mp/db

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