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Democratas informam sobre progresso em negociações para plano de resgate

Washington, 26 set (EFE).- Líderes democratas da Câmara de Representantes (Baixa) dos Estados Unidos disseram hoje que as negociações sobre um plano de resgate financeiro avançaram, depois do revés sofrido na última quinta-feira, e se mostraram abertos a incluir idéias dos republicanos que antes eram rejeitadas.

EFE |

"Acho que estão ocorrendo progressos", disse em entrevista coletiva a presidente da Câmara Baixa, a democrata Nancy Pelosi.

"Estamos outra vez no caminho do progresso, após o problema de ontem", declarou, por sua vez, Barney Frank, presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara Baixa.

Ontem, um grupo de legisladores de ambos os partidos chegou a um princípio de acordo sobre o plano, mas em reunião com o presidente dos EUA, George W. Bush, os republicanos da Câmara o rejeitaram e apresentaram uma proposta alternativa.

Hoje, os republicanos da Câmara enviaram pela primeira vez sua equipe para as negociações, segundo Frank.

Pelosi declarou que os democratas estão dispostos a fazer com que o plano final dedique fundos para seguros que garantam títulos vinculados a hipotecas, uma idéia adiantada pelos republicanos da Câmara Baixa.

Frank explicou que o Tesouro aceitou hoje o fracionamento dos US$ 700 bilhões que comporão o montante total do pacote em várias partes, em vez de receber autorização para seu uso todo de uma vez.

O Governo também conseguiu limitar os salários dos executivos das empresas que possam vir a se beneficiar do programa, a criação de um mecanismo de supervisão e que os contribuintes obtenham direitos para a compra de ações ("warrants"), segundo Frank.

Os democratas também querem dar poder aos juízes para renegociar as hipotecas de pessoas que se declararam em quebra, para que estas possam permanecer em suas casas.

No entanto, Frank reconheceu que esse assunto é "controvertido", dada a oposição dos republicanos.

Os democratas contam com a maioria das cadeiras no Congresso, mas Pelosi afirmou que seus líderes não dispõem dos votos suficientes para aprovar o pacote sem o apoio dos republicanos da Câmara Baixa, já que alguns membros de seu partido poderiam votar também contra o projeto.

Pelosi afirmou que "os dois partidos devem participar da mesma forma" na aprovação do programa, que pretende adquirir a dívida de qualidade duvidosa dos bancos.

Estava previsto que o Congresso terminasse hoje suas sessões e iniciasse um recesso para até depois das eleições gerais de 4 de novembro, mas seus líderes decidiram mantê-lo aberto até a obtenção de um acordo. EFE cma/fr

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