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Demissões nos EUA fazem Bovespa desabar 3,5%

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Acompanhando a reação negativa das praças internacionais a um número gigantesco de demissões no mercado de trabalho norte-americano, a Bolsa de Valores de São Paulo conheceu nesta quarta-feira sua primeira queda em 2009.

Reuters |

Arrastado pelas blue chips, o Ibovespa desabou 3,53 por cento, aos 40.820 pontos, encerrando um ciclo de seis altas seguidas, período em que o principal índice da bolsa paulista acumulou valorização de 16 por cento.

Diferentemente das primeiras sessões da semana, no entanto, o giro financeiro desta quarta-feira voltou a ser enxuto, com apenas 3 bilhões de reais.

Segundo profissionais do mercado, depois da escalada recente das ações, especialmente de bancos e de empresas de commodities, muitos investidores estavam à espreita de um bom pretexto para sair da ponta compradora.

"E os dados de emprego dos Estados Unidos foram um prato cheio para quem estava querendo realizar lucros", disse André Hanna Farath, analista da corretora Interfloat, referindo-se a um relatório indicando que o setor privado no país eliminou 693 mil vagas em dezembro, muito acima do previsto por analistas.

Quase simultaneamente, a Câmara de Comércio norte-americana anunciou nesta quarta-feira que prevê uma retração de pelo menos 5 por cento do PIB do país no quarto trimestre de 2008 e outra retração de 3 por cento nos primeiros três meses deste ano.

No setor privado, a gigante de microchips Intel já havia informado que suas receitas do quarto trimestre de 2008 foram mais fracas do que o esperado, devido à queda na demanda por computadores provocada pela crise.

Foi o suficiente para esfriar a euforia recente, liderada pelos mercados de commodities, depois de a China anunciar que vai levantar algumas tarifas para importação de metais.

Resultado: Vale, uma das campeãs de ganhos no início de 2009, tomou um tombo de 5 por cento, para 27,49 reais. Arrastou consigo os papéis de fabricantes de aço, como Companhia Siderúrgica Nacional, que caiu 4 por cento, cotada a 35,11 reais.

O panorama para o mercado de commodities escureceu de vez após um relatório mostrando que os estoques de petróleo nos EUA cresceram mais do que o esperado na semana passado.

Com isso, a cotação do barril do produto, que vinha subindo de carona na alta dos metais, despencou 12 por cento. Na bolsa paulista, esse movimento acertou em cheio Petrobras, que caiu 3,9 por cento, para 24,45 reais.

Outros setores com bastante liquidez na bolsa, como o financeiro, que vinham surfando na alta das commodities, também devolveram parte dos ganhos recentes. Itaú perdeu 5,74 por cento, a 28,41 reais. BM&F Bovespa caiu 5,2 por cento, para 6,75 reais.

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