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Demissões na GM causam mal-estar na Fazenda

Causou mal-estar e preocupação no Ministério da Fazenda o anúncio de demissões de trabalhadores temporários da unidade de São José dos Campos da General Motors (GM) do Brasil, um mês após a decisão do governo de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis para estimular as vendas no mercado interno. A maior preocupação da equipe econômica é que as demissões, que começam a ganhar força não só na indústria automobilística, alimentem uma onda de pessimismo capaz de contaminar as expectativas de outros setores, que ainda não foram afetados pela crise financeira.

Agência Estado |

O governo quer evitar que as empresas comecem um movimento generalizado de demissões se antecipando a um cenário econômico pessimista, que não está configurado. Um cenário nessa direção iria comprometer o crescimento econômico previsto para este ano acima de 3%.

Depois de desonerar o IPI, aumentar o crédito via bancos oficiais para o financiamento de automóveis e liberar linhas de capital de giro do BNDES para as empresas, o governo quer estimular o mercado de veículos usados. Desde o início da crise, as vendas de usados travaram com a falta de crédito e os preços despencaram. Com esse mercado estagnado, a venda de veículos também não deslancha. Ao anunciar a compra de 50% do Banco Votorantim pelo Banco do Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixou claro que a estratégia é ampliar o "funding" para o financiamento de veículos usados.

Para integrantes da equipe econômica, as empresas que estão demitindo agora, há menos de 15 dias do início do ano, estariam se precipitando porque a expectativa é de que o quadro econômico melhore a partir do segundo trimestre. Há quem enxergue nesse movimento uma estratégia de pressão do setor empresarial para conseguir mais ajuda no pacote de medidas, que está sendo preparado pelo Ministério da Fazenda.

Em encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, empresários de vários setores pediram suspensão do pagamento de tributos e também segurança jurídica para os acordos trabalhistas setoriais, que estão sendo firmados entre empresas e trabalhadores para evitar demissões.

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