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SÃO PAULO - Os preços do petróleo inverteram o rumo observado na primeira etapa dos negócios e acabaram fechando com desvalorização. Anúncios feitos hoje por várias empresas somaram mais de 70 mil demissões que serão feitas ao redor do mundo nos próximos meses.

Sem emprego, a demanda global por combustíveis e energia tende a diminuir. É essa a razão que vem justificando a meses a derrocada dos preços do petróleo e, sem notícias em direção contrária, os agentes já não sabem identificar um piso para a commodity.

Ao final dos negócios, o contrato de WTI negociado para o mês de março em Nova York fechou a US$ 45,73, com queda de US$ 0,74. O vencimento para o mês seguinte caiu US$ 0,72, para US$ 48,49. Em Londres, o barril de Brent para março cedeu US$ 1,41, para US$ 46,96, enquanto o contrato para abril fechou a US$ 48,83, com baixa de US$ 1,23.

Os preços chegaram a subir para um patamar próximo de US$ 50 em Nova York, motivados pelo movimento de países membros da Organização de Países Produtores de Petróleo (Opep) de redução da produção, e os efeitos na tentativa de reequilibrar oferta e preços. Reportagens apontam para a possibilidade de o cartel se reunir mais uma vez antes da reunião agendada para 15 der março, a fim de reavaliar o cenário de produção.

Também logo cedo o governo americano divulgou aumento das vendas no setor imobiliário, o que colaborou para a recuperação da cotação do produto.

(Valor Online, com agências internacionais)