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Demanda chinesa esfria e derruba exportações da Suzano no 3º trimestre

SÃO PAULO - Uma das grandes apostas da Suzano Papel e Celulose, a demanda chinesa mostrou sinais de enfraquecimento diante do agravamento da crise internacional, o que acabou derrubando as exportações da companhia brasileira no terceiro trimestre deste ano. Segundo dados divulgados hoje, entre julho e setembro as vendas externas de celulose somaram 229,7 mil toneladas, uma queda de 22% sobre o trimestre anterior.

Valor Online |

De acordo com o presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto, o mercado chinês vem sinalizando uma redução de demanda desde as Olimpíadas de Pequim, situação que foi agravada com as incertezas relativas à turbulência internacional. Também pesa sobre os negócios da Suzano no país asiático a maior oferta de celulose por produtores locais, o que acaba mexendo nas condições de preço.

Maciel lembrou que o atendimento à demanda chinesa foi um dos principais motivos que levaram a Suzano a investir cerca de US$ 1,3 bilhão na ampliação da unidade de Mucuri (BA), que incrementou a produção da companhia em 1 milhão de toneladas anuais.

Segundo o executivo, metade desse volume estaria destinado exclusivamente ao mercado asiático, que têm a China como o grande consumidor. Os contratos de venda dessa celulose, continuou Maciel, são de longo prazo, porém também são "flexíveis" quanto aos volumes a serem entregues. "A China foi um dos primeiros mercados a cair (com a crise), mas quando voltar (a comprar forte) será muito bom", completou o presidente da Suzano.

A queda nas vendas para a China resultou ainda em uma mudança significativa no mix de exportações da companhia. No segundo trimestre, a Europa respondia por 56% da pauta de exportações da Suzano, número que passou para 67% nos três meses encerrados em setembro. No caso da Ásia, o percentual caiu de 35% para 21%.

A empresa encerrou o terceiro trimestre deste ano com prejuízo líquido de R$ 293 milhões, contra lucro de R$ 168,35 milhões registrado em igual intervalo de 2007. O efeito da valorização do dólar ante o real sobre o endividamento da companhia em moeda estrangeira foi o responsável pelo resultado negativo.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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