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BRASÍLIA - Apesar de indicações iniciais de que os juros começariam a subir em março, um volume maior nas concessões de crédito, para atender à demanda aquecida, acabou derrubando as taxas de juros ao consumidor. Essa trajetória, porém, se inverteu no início de abril, já prevendo a puxada do Banco Central (BC) na taxa básica de juros Selic, que ontem foi elevada de 8,75% para 9,5% ao ano.

BRASÍLIA - Apesar de indicações iniciais de que os juros começariam a subir em março, um volume maior nas concessões de crédito, para atender à demanda aquecida, acabou derrubando as taxas de juros ao consumidor. Essa trajetória, porém, se inverteu no início de abril, já prevendo a puxada do Banco Central (BC) na taxa básica de juros Selic, que ontem foi elevada de 8,75% para 9,5% ao ano. Ainda em março, a média do juro bancário ficou em 34,2% ao ano, a menor desde dezembro de 2007 (33,8%). A taxa bancária para as famílias caiu a 41% anuais, a menor da série iniciada pelo BC há 16 anos. "O resultado foi influenciado por força do aumento de concessões em modalidades mais baratas, como o financiamento de veículos", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. De fato, aproveitando o último mês de redução tributária (IPI), as vendas de veículos subiram e as concessões de financiamentos a essa modalidade cresceram 63,4% sobre fevereiro. Daí, a taxa de juro ficou em 23,5% anuais, a menor da série histórica. Também o crédito imobiliário, outra modalidade entre as menores taxas, houve alta de 3,9% nas concessões mensais, com o saldo atingindo R$ 100,7 bilhões, e elevação acumulada em 12 meses em 48,6%. A taxa média dessa modalidade é de 12% ao ano. Lopes destacou ainda o crédito com desconto em folha de pagamento, que cresceu 2,9% em março ante fevereiro e cuja taxa média caiu a 27% ao ano. O custo do crédito para empresas subiu 0,4 ponto no mês passado, para 26,3% ao ano, sob forte influência de aumento de juros na conta garantida, o cheque especial das empresas. Nessa modalidade, o juro subiu 2,2 pontos percentuais sobre o mês anterior, para 81,8% anuais. Em linhas como desconto de duplicata, a variação dos juros mensais foi negativa em 1,3 ponto, também sob influência de aumento da demanda das empresas por financiamentos, segundo o BC. Essa taxa caiu de 38,2% em fevereiro para 36,9% ao ano em março. (Azelma Rodrigues | Valor)

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