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DEM quer prazo de um ano para MP dos bancos; Jucá ironiza

O líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), propôs na tarde desta terça-feira ao ministro da Fazenda Guido Mantega a fixação de limite de um ano para a vigência da Medida Provisória (MP) 443 - que autoriza os bancos públicos a adquirirem bancos privados. Apesar da simpatia demonstrada pelo titular da fazenda, o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), ironizou a proposta. Segundo ele, para dar prazo à MP a oposição vai ter que combinar com o mercado a data para o fim da crise.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

 

"Não vamos dar prazo de validade porque não temos prazo de validade para a crise. Se a oposição combinar com o mercado internacional e tiver prazo de validade da crise nós também colocaremos prazo de validade nos mecanismos brasileiros", alfinetou Jucá.

Minutos antes da declaração de Jucá, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), disse que a proposta de Agripino teria sido bem recebida por Mantega.

"Uma das sugestões, o ministro concordou, e nos parece procedente, é que na MP 443 se estabeleça prazo de validade, parece bastante correto. A medida é de urgência", disse.

Para Agripino, dois problemas existem na MP. Um deles é que os recursos para a compra de bancos não deveriam sair dos bancos públicos, mas do Tesouro Nacional "como acontece nos Estados Unidos". Ele também pediu a fixação de um valor máximo para a ajuda.

O segundo problema seria justamente a fixação de um prazo no caso do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal (CEF) virem a ser os responsáveis pela aquisição de ações das instituições financeiras em dificuldade.

"Se insistir em ser o BB e a Caixa, tem que ter prazo [para a MP]. Se não o Congresso estaria dando um cheque em branco ao governo para que, se quisesse, estatizasse o setor financeiro. O que não é o caso e nem recomendado para o País", concluiu.

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