A Dell, segunda maior fabricante de computadores pessoais do mundo, informou ontem, depois do fechamento do mercado, que obteve lucro líquido de US$ 727 milhões (US$ 0,37 por ação) no seu terceiro trimestre fiscal, terminado em 31 de outubro. O montante representa uma queda de 5% em comparação com o lucro de US$ 766 milhões (US$ 0,34 por ação) registrado em igual período do ano passado.

O resultado, no entanto, superou a previsão de analistas, que era de lucro de US$ 0,31 por ação, e as ações da empresa subiram 5,4% no after hours.

A companhia sentiu no período o efeito da retração de gastos por parte dos consumidores e empresas, e seus executivos alertaram que o ambiente continuará desafiador. "Estamos vendo as implicações globais e a desacelaração em quase todos os segmentos em que atuamos", disse o diretor financeiro do grupo, Brian Gladden. Ele acrescentou, no entanto, que a companhia conseguiu cortar custos e melhorar suas margens apesar da economia ruim.

A receita somou US$ 15,16 bilhões, 3% menor que a de US$ 15,65 bilhões registrada no terceiro trimestre fiscal de 2007. Os analistas previam, em média, US$ 16,22 bilhões. Foi o primeiro declínio do faturamento nessa base de comparação desde o registrado no início do ano passado, mas não surpreendeu a Dell, que já havia afirmado em setembro que previa debilidade nos gastos das empresas.

"Os esforços de cortes de custos ajudaram a compensar a queda da receita", disse o analista Bill Kreher, da Edward Jones. Um sinal de problema, ressalvou ele, foi a expansão de menos de 3% da receita com laptop. A expectativa era de um desempenho mais robusto. Hoje o presidente da companhia para a Ásia Pacífico e Japão, Steve Felice, disse que o crescimento da empresa na China e na Índia é insuficiente para compensar o mercado norte-americano fraco. As informações são da Dow Jones.

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