A apenas seis dias do início da vigência das retaliações comerciais do Brasil a produtos americanos, chega a Brasília amanhã uma delegação dos Estados Unidos para negociar uma solução alternativa às sanções. Essa primeira rodada envolverá a vice-representante de Comércio da Casa Branca, Miriam Sapiro, e o secretário-geral das Relações Exteriores, Antônio Patriota, pelo lado brasileiro.

A apenas seis dias do início da vigência das retaliações comerciais do Brasil a produtos americanos, chega a Brasília amanhã uma delegação dos Estados Unidos para negociar uma solução alternativa às sanções. Essa primeira rodada envolverá a vice-representante de Comércio da Casa Branca, Miriam Sapiro, e o secretário-geral das Relações Exteriores, Antônio Patriota, pelo lado brasileiro. Até ontem, entretanto, o Itamaraty não tinha nenhuma indicação de que os EUA apresentarão, desta vez, uma proposta concreta e com conteúdo suficiente para que o governo brasileiro suspenda a aplicação das retaliações na próxima semana. Sapiro virá acompanhada do subsecretário de Agricultura, James Miller, ciente de que o Brasil não recuará facilmente do direito de adotar as sanções. A rigor, a retaliação a 102 produtos americanos entrará em vigor, em 7 de abril, na forma de aumento de 100% na alíquota do Imposto de Importação. A outra parte das sanções, sobre os direitos de propriedade intelectual americanos, será aplicada mais adiante. A consulta pública sobre os setores que podem ser afetados terminará no dia 5. No total, as sanções representarão uma perda de US$ 829 milhões ao ano para os EUA. As retaliações foram autorizadas no ano passado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), como resultado de um processo aberto pelo Brasil em 2002 contra os subsídios do governo americano aos produtores e exportadores americanos de algodão. A expectativa brasileira é que, pelo menos, os EUA ofereçam uma compensação comercial temporária ao Brasil, até a aprovação da nova Lei Agrícola, pelo Congresso americano, prevista para 2012. Apesar de ter considerado "dura" a lista de produtos sujeitos a retaliação, no início de março, o governo americano não fez até agora nenhum movimento efetivo para obter a suspensão das sanções. <i>As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.</i>
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