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Deflação preocupa mais do que inflação

Diante da chance de recessão nas economias desenvolvidas, o mundo pode estar próximo de enfrentar mais um problema com os preços. Só que, dessa vez, o risco é de deflação.

Agência Estado |

A avaliação foi feita pelos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais das 20 maiores economias mundiais na reunião do G-20, no fim de semana, em São Paulo.

"O perigo maior é de deflação, maior que o de inflação", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A perspectiva de queda dos preços ocorre basicamente nas economias desenvolvidas, que têm sofrido com a queda da atividade econômica provocada pela crise financeira global.

Apesar de a redução dos preços ser uma notícia boa para os consumidores, a deflação é ruim do ponto de vista econômico porque indica forte queda da demanda e impede a correta remuneração por produtos e serviços, o que prejudica ainda mais a economia.

Nos países emergentes, porém, a situação é oposta. A crise acentuou a saída de investidores de aplicações como a bolsa de valores, o que tem pressionado as taxas de câmbio para cima. Essa desvalorização das moedas ocorreu nos principais países em desenvolvimento e já começa a pressionar, também para cima, os índices de inflação. "Os emergentes podem ter um movimento de inflação momentâneo ao longo de 2009."

Sobre o Brasil, o ministro citou que há sinais de redução da demanda, o que ajuda a reduzir a alta dos preços. "Nossa perspectiva é de queda da demanda. Todos concordam, inclusive o Banco Central concorda com isso", disse Mantega.

Na entrevista final sobre as atividades do G-20, o ministro comentou que há consenso de que os países precisam agir para melhorar a liquidez dos mercados. No Brasil, já houve injeção de até R$ 100 bilhões para melhorar a circulação de recursos. Segundo Mantega, o País pode colocar mais dinheiro, se necessário.

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