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Definição da eleição nos EUA deve sair perto da meia-noite

SÃO PAULO - Os resultados da eleição presidencial americana começarão a ser conhecidos a partir das 21h (horário de Brasília), quando os dois primeiros Estados, Indiana e Kentucky, fecham as urnas, o que permite a divulgação da boca-de-urna local. Possivelmente será preciso esperar, para se ter uma tendência mais clara, ao menos até as 23h, quando vários Estados importantes, como Flórida e Pensilvânia, encerram a votação.

Valor Online |

Mas, se a votação for apertada, a definição pode sair só na madrugada.

O sistema eleitoral americano causa estranheza no Brasil principalmente por causa da existência do colégio eleitoral para eleger o presidente. Há muitas diferenças na organização dos Estados, o que pode atrasar a apuração.

O presidente dos EUA é escolhido formalmente por um colégio eleitoral formado por delegados estaduais, estes sim escolhidos pelos eleitores. O mandato presidencial é de quatro anos e ele só pode ser reeleito uma vez, sucessivamente ou não.

Já para o Congresso, Senadores se elegem com o voto majoritário simples para um mandato de seis anos - há dois senadores por unidade da Federação e o Senado renova um terço de suas cadeiras a cada dois anos.

Os deputados têm mandatos de dois anos e concorrem em eleições distritais puras. O país é dividido em distritos eleitorados de acordo com a população, sendo que o candidato tem de concorrer por seu distrito. Aí então a eleição é majoritária, com o mais votado no distrito sendo eleito. Pode haver candidato independente, mas a legislação eleitoral favorece o bipartidarismo de tal maneira que acaba sendo uma disputa quase só entre democratas e republicanos.

Há pontos em comum: para formar o colégio eleitoral, cada um dos 50 Estados tem direito a um número de delegados proporcional a sua população. Há um número mínimo de três delegados, como ocorre em Delaware, por exemplo, que tem 850 mil habitantes. A Califórnia, o mais populoso, com 36 milhões de habitantes, tem 55 votos. Nova York tem 19 milhões de habitantes e 31 votos.

O candidato a presidente que tiver mais votos no Estado, nem que seja um único a mais, leva todas as vagas daquela unidade da Federação no colégio eleitoral. Cada Estado tem uma maneira de escolher os delegados, mas, como regra geral, a Constituição americana proíbe que senadores e deputados façam parte do colégio.

O dia das eleições é sempre a terça-feira após a primeira segunda-feira de novembro. Isso é uma tradição que remonta à formação dos EUA, quando o país ainda era majoritariamente rural e as pessoas tinham dificuldade de se deslocar até os locais de votação. Evitava-se assim o sábado, dia comum de trabalho, e o domingo, dia dedicado à religião. Terças e quartas eram tradicionalmente dias de trocas comerciais nos centros urbanos, ou seja, o fazendeiro normalmente já teria mesmo de ir até a cidade.

Cada Estado tem também uma regra em relação ao eleitor. Em alguns, é feriado; em outros, as empresas têm de liberar os eleitores para votar; e, em outros, o eleitor tem de ir votar na hora que conseguir, pois não há obrigação legal de liberá-lo do trabalho.

Cada Estado também escolhe a configuração da cédula eleitoral: pode ser com a marcação de um X diante do candidato escolhido, pode ser com uma lista em que o eleitor fura a cédula etc. Em 2000, por exemplo, o resultado da votação demorou quase um mês para ser anunciado porque a Flórida tinha um tipo de cédula confusa, que levou milhares de eleitores a votarem num candidato diferente do que tinham escolhido.

(Valor Econômico)

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