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BRASÍLIA - O déficit previdenciário de julho ficou em R$ 2,177 bilhões, com uma queda real (descontada a inflação pelo INPC) de 37% sobre os R$ 3,455 bilhões do mesmo mês de 2007. Foi o melhor resultado mensal - exceto meses de dezembro - da série apurada desde 1995.

O secretário de Políticas de Previdência, Helmut Schwarzer, comentou que a retração é atribuída à contínua melhora na arrecadação, ajudada pelos recordes de empregos formais registrados e também por redução nas despesas com benefícios por medidas de gestão como o combate a fraudes.

A arrecadação líquida em julho somou R$ 13,23 bilhões, alta real de 9,9% perante igual período do ano passado, de R$ 12,041 bilhões. O aumento na base de receitas, com um número maior de pessoas com carteira assinada, permitiu que a arrecadação líquida das contribuições da área urbana ultrapassasse os gastos com benefícios dessa área em R$ 460 milhões.

A recuperação de crédito também registrou incremento. Agora com a cobrança a cargo da Super Receita, o pagamento de contribuições atrasadas ao INSS subiu 11,3% no mês, totalizando R$ 765,7 milhões ante os R$ 688 milhões anteriores.

As despesas totais ficaram em R$ 15,407 bilhões, com recuo de 0,6% sobre a conta de R$ 15,496 bilhões do mesmo mês do ano passado. O pagamento de benefícios mensais cresceu 0,1%, ficando em R$ 15,076 bilhões em comparação aos R$ 15,064 bilhões anteriores.

Os gastos com sentenças judiciais contra o INSS influenciaram na despesa global. Os precatórios pagos na Justiça Federal diminuíram 21,5%, ficando em R$ 269,3 milhões, enquanto em julho de 2007 somaram R$ 343,3 milhões. À Justiça estadual os pagamentos encolheram ainda mais, em 30,4%, somando R$ 60,6 milhões contra R$ 85,5 milhões anteriores.

Schwarzer comentou ainda que o INSS tem tido despesas menores com trabalhadores incapacitados (auxílio-doença, por exemplo).

(Valor Online)