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Déficit nominal em 12 meses é o menor desde 1991, início da série

BRASÍLIA - O déficit nominal em relação ao PIB registrado pelo setor público consolidado em 12 meses até setembro foi o menor da série histórica apurada pelo Banco Central (BC) desde 1991. A diferença entre a economia (superávit primário) e as despesas de juros ficou em 1,32% do PIB, sob impacto da forte apreciação cambial gerada pela crise financeira.

Valor Online |

Neste intervalo, para um superávit da ordem de R$ 128,79 bilhões, ou 4,6% do PIB, os juros apropriados somaram R$ 165,64 bilhões, ou 5,92% do PIB, gerando um resultado nominal negativo de R$ 36,8 bilhões.

O desempenho de setembro das contas do setor público - governos federal, estadual, municipal e suas estatais - contribuiu para essa performance. A economia no mês para o pagamento de juros foi de R$ 10 bilhões, bastante superior aos juros apropriados, de R$ 6,14 bilhões. Essa despesa foi beneficiada pela desvalorização cambial de 17,1%, que gerou um ganho de R$ 6,5 bilhões ao BC no mercado futuro de dólares (nas operações de swap cambial reverso).

O lucro da autoridade monetária ajudou a reduzir os juros, de forma que houve uma sobra de R$ 3,86 bilhões, gerando um resultado nominal positivo entre a economia feita e a despesa de juros.

No ano até setembro, o resultado fiscal acumulado pelo governo aponta certa folga para o cumprimento da meta informa de superávit primário, de 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

A economia para o pagamento de juros da dívida somou R$ 118,4 bilhões no período, ou 5,59% do PIB.

O chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, comentou que os números acumulados "dão indicação bem clara" de que a meta fiscal de 2008 será cumprida.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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