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Déficit em conta corrente cresce em julho, segundo Banco Central

Rio de Janeiro, 21 ago (EFE).- O déficit brasileiro em conta corrente aumentou em julho, para US$ 2,1 bilhão, elevando o acumulado do ano para US$ 19,5 bilhões, informou hoje o Banco Central.

EFE |

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, explicou aos jornalistas que o déficit acumulado é o mais alto registrado nos primeiros sete meses do ano desde 1947, quando começou a série histórica.

No fechamento do primeiro semestre, o Brasil já tinha registrado déficit histórico de US$ 17,402 bilhões em conta corrente, também o mais alto da série histórica para um primeiro semestre.

Este indicador é essencial para medir a estabilidade financeira de uma economia, pois inclui os resultados da balança comercial (exportações e importações) e da balança de serviços (seguros, fretes, viagens e remessas de renda).

Segundo as contas do Banco Central, a deterioração está associada à forte diminuição do superávit da balança comercial, que entre janeiro e julho fechou em US$ 14,6 bilhões, contra US$ 23,9 bilhões no mesmo período do ano passado.

Em julho, a balança comercial registrou superávit de US$ 3,3 bilhões, contra US$ 3,344 bilhões em julho de 2007, explicou o Banco Central.

A conta de serviços, no entanto, foi deficitária em US$ 1,4 bilhão, 10% a mais do que no mesmo mês do ano passado.

Também houve um forte aumento das despesas líquidas com lucros e dividendos por parte de empresas internacionais que operam no Brasil, assim como dos gastos de brasileiros no exterior.

Por outro lado, o balanço de pagamentos, que inclui todas as movimentações de capitais, registrou superávit de US$ 2,4 bilhões em julho, graças principalmente à forte entrada de dinheiro em forma de investimento estrangeiro direto ou especulativo.

A conta financeira em julho obteve entradas líquidas de US$ 4,3 bilhões, com novos investimentos estrangeiros diretos de US$ 4,2 bilhões que levaram o acumulado do ano para US$ 19,942 bilhões, o suficiente para financiar o déficit em conta corrente.

Em julho, as reservas internacionais cresceram US$ 2,7 bilhões, até alcançarem US$ 203,6 bilhões.

A dívida externa total fechou julho em US$ 208,5 bilhões, com aumento de US$ 3,3 bilhões em relação ao mês anterior.

Desse total, US$ 166,1 correspondem à dívida de médio e longo prazos, e US$ 42,4 bilhões, à de curto prazo. EFE ol/wr/gs

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