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Déficit dos EUA preocupa, diz Bernanke

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, disse ontem que a economia americana continuará a ter uma recuperação moderada" nos próximos trimestres. Bernanke advertiu, no entanto, em audiência pública no Congresso, que os Estados Unidos terão de formular um "plano confiável" para lidar com o crescente déficit do orçamento, para manter as taxas de juros sob controle e aumentar a confiança dos investidores.

AE |

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, disse ontem que a economia americana continuará a ter uma recuperação moderada" nos próximos trimestres. Bernanke advertiu, no entanto, em audiência pública no Congresso, que os Estados Unidos terão de formular um "plano confiável" para lidar com o crescente déficit do orçamento, para manter as taxas de juros sob controle e aumentar a confiança dos investidores. Ao avaliar o estado da economia americana, Bernanke disse que o ritmo da recuperação vai depender da retomada dos gastos do consumidor e dos investimentos das empresas para compensar a diminuição dos incentivos do governo. "No geral, os indicadores sugerem que o crescimento da demanda privada será suficiente para promover uma recuperação moderada nos próximos trimestres", comentou o presidente da autoridade monetária americana. Bernanke afirmou que o déficit fiscal americano poderá superar os 100% do Produto Interno Bruto ( PIB) em 2020. "Embora grandes déficits sejam inevitáveis no curto prazo, os legisladores precisam começar a planejar agora como vão fazer para reduzir esse déficit. Para manter a confiança do público e dos mercados financeiros, é preciso mover o orçamento federal para uma trajetória sustentável", acrescentou. Ben Bernanke disse ainda que, em algum momento, "os mercados farão um julgamento sobre nossa vontade política de atingir sustentabilidade de longo prazo. E, nesse momento, os juros podem subir, o que será negativo para o crescimento e a recuperação econômica." Recessão. A economia americana está saindo lentamente da maior recessão que já viveu desde a grande depressão dos anos 1930. O desemprego continua em níveis historicamente altos, bem perto dos 10% da população economicamente ativa. O setor imobiliário, onde a crise financeira global de 2008/2009 se4 iniciou, também continua fragilizado. Como a atividade continua em marcha lenta, não há pressões inflacionárias e, por isso, o Fed está mantendo as taxas de juros próximas de zero. Bernanke espera que os preços ao consumidor continuem sob controle. O presidente do Fed afirmou que vai demorar para a economia recuperar todas as vagas de emprego que foram eliminadas durante a recessão. Ele disse que a recente melhora nos índices de empregos é "animadora", mas vai levar tempo para recuperar os 8,5 milhões de empregos perdidos nos últimos dois anos. "Estou particularmente preocupado com o fato de 44% dos desempregados registrados em março estarem sem emprego há seis meses ou mais", disse. O presidente do Fed não repetiu a intenção de manter as taxas de juros de referência (Fed funds rate) em níveis baixíssimos "durante um longo período", como fez alguns dias antes. Mas continuou com uma avaliação bastante cautelosa da retomada da atividade, sugerindo que não mudou sua visão sobre os magnitude dos juros.

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