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Deficit comercial dos EUA registra queda em maio

Washington, 11 jul (EFE).- Mesmo com a alta dos preços do petróleo, o deficit comercial americano caiu 1,2% em maio, graças ao número recorde de exportações encorajadas pela desvalorização do dólar.

EFE |

O Departamento de Comércio informou hoje que o deficit registrado foi de US$ 59,8 bilhões, frente aos US$ 60,5 bilhões em abril.

A maioria dos analistas de Wall Street esperava que o deficit aumentasse em maio para US$ 62,5 bilhões devido aos elevados preços do petróleo.

As estatísticas publicadas hoje revelam que tanto as importações como as exportações registraram níveis sem precedentes.

As exportações aumentaram 0,9% em maio, atingindo US$ 157,5 bilhões.

Os Estados Unidos venderam um número recorde de seus produtos ao Canadá, à União Européia e às América Central e do Sul.

As importações também atingiram um novo recorde de US$ 217,3 bilhões, um aumento de 0,3% impulsionado pelos elevados preços do petróleo.

Os EUA também importaram números recordes de produtos alimentícios, bebidas e bens de capital.

As importações de petróleo atingiram US$ 31,2 bilhões, devido ao aumento dos preços do barril, que ficou US$ 9,47 mais caro em maio.

Os dados do deficit comercial detiveram as perdas do dólar frente ao euro durante as primeiras horas de negociação.

Enquanto isso, os contratos futuros do petróleo marcaram um máximo de US$ 146 na Bolsa nova-iorquina.

As novas estatísticas foram bem recebidas por analistas e mercados, que as consideram uma surpresa positiva no meio de um panorama econômico nefasto, marcado por uma sucessão de notícias negativas.

O índice Dow Jones caiu hoje abaixo da barreira dos 11.000 pontos pela primeira vez em dois anos, perante o temor de que o Governo se veja forçado a nacionalizar os gigantes hipotecários Fannie Mae e Freddie Mac.

As empresas contam com respaldo estatal, mas estão em mãos privadas ao serem cotadas nos mercados.

Além disso, os números divulgados hoje mostram que o superavit dos países da América Latina e do Caribe em seu comércio de bens com os EUA caiu 1,1% em maio para US$ 8,796 bilhões.

O superavit acumulado nos cinco primeiros meses deste ano é de US$ 40,448 bilhões, comparado com os US$ 39,655 bilhões registrados no mesmo período de 2007.

A região contabilizou em maio 12,2% do deficit total no comércio de bens dos EUA.

O México, associado a este país e ao Canadá através do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte, representou quase 80% do superavit comercial da América Latina e do Caribe com os Estados Unidos.

Por outro lado, o superavit dos países da União Européia caiu 7,6% em maio e ficou em US$ 7,894 bilhões.

O superavit europeu nos cinco primeiros meses deste ano é de US$ 36,847 bilhões, abaixo dos US$ 38,661 bilhões do mesmo período do ano anterior.

Os países da União Européia geram cerca de 11% do deficit no comércio exterior de bens dos EUA.

Além disso, o deficit dos EUA com os países do leste da Ásia caiu 8,8% em maio, atingindo US$ 26,568 bilhões.

Nos cinco primeiros meses deste ano, o deficit americano com essa região foi de US$ 133,848 bilhões, comparado com o de US$ 143,172 bilhões em igual período de 2007.

Os países do leste da Ásia representam mais de 36% do déficit no comércio exterior de bens dos Estados Unidos.

Apenas a China representou 29% do deficit total no comércio de bens dos Estados Unidos em maio. O deficit americano com esse país aumentou 4% no mês, atingindo US$ 21 bilhões. EFE tb/ab/ma

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