Washington, 12 ago (EFE) - O déficit comercial dos Estados Unidos diminuiu 4,1% em junho, para US$ 56,772 bilhões, graças às exportações, que registraram seu maior aumento em quatro anos.

O resultado foi uma surpresa, já que os analistas tinham previsto um déficit de US$ 61,5 bilhões, levando em consideração os altos preços do petróleo e o déficit de US$ 59,2 bilhões que o país registrou em maio.

No entanto, a contínua queda do dólar, que aumenta a competitividade dos produtos americanos no exterior, e a tendência dos consumidores de gastarem menos, principalmente diminuindo a compra de produtos importados, contribuíram para melhorar o panorama da balança comercial americana.

É provável que isso faça com que o Governo revise seu cálculo do ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), estimado em 1,9% para o período entre abril e junho.

Segundo o relatório do Departamento de Comércio americano, entre janeiro e junho de 2008 os EUA acumularam um déficit comercial de US$ 351,394 bilhões, contra US$ 358,258 bilhões no mesmo período do ano passado.

Em todo o ano de 2007, o desequilíbrio na balança comercial dos EUA somou US$ 700,258 bilhões.

No mês passado, as exportações de bens e serviços subiram 4% e alcançaram um valor sem precedentes de US$ 164,415 bilhões, o maior avanço em quatro anos.

O maior aumento ocorreu nas vendas de alimentos, provisões industriais, bens de capital e bens de consumo.

As exportações dos EUA para o México, União Européia (UE) e América do Sul também alcançaram valores sem precedentes.

Por sua vez, o valor das importações subiu 1,8% em junho, para US$ 221,187 bilhões, por causa dos elevados preços do petróleo.

Este número inclui US$ 44,5 bilhões em compras da commodity, que representou 20% de todas as importações.

Já as importações de bens de consumo caíram, o que demonstra uma nova fraqueza da economia americana.

Por regiões, o superávit dos países da América Latina e do Caribe em seu comércio de bens com os EUA caiu 4,02% em junho e ficou em US$ 8,442 bilhões, segundo os números do Departamento de Comércio americano.

O superávit nos seis primeiros meses deste ano soma US$ 48,89 bilhões, comparado aos US$ 48,007 bilhões no mesmo período de 2007.

A região contabilizou em junho 12% do déficit total no comércio de bens dos EUA.

O relatório mostrou que o superávit dos países da União Européia com os EUA aumentou 4,5% em junho em comparação a maio e se situou em US$ 8,247 bilhões.

Se forem considerados os seis primeiros meses do ano, o superávit europeu é de US$ 45,094 bilhões, número inferior aos US$ 53,915 bilhões do mesmo período de 2007.

Os 27 países da União Européia geram pouco mais de 11% do déficit no comércio exterior de bens dos EUA.

O déficit do país em seu comércio de bens com as nações do Leste da Ásia se manteve praticamente inalterado em junho, ficando em US$ 26,596 bilhões, segundo o relatório.

Em maio, o déficit foi de US$ 26,568 bilhões e nos seis primeiros meses deste ano alcançou US$ 160,444 bilhões, frente aos US$ 172,032 bilhões no mesmo período de 2007.

Só a China representou em junho 29% do déficit total no comércio de bens dos EUA O relatório do Departamento de Comércio mostra que o déficit com a China passou de US$ 21,049 bilhões em maio para US$ 21,430 bilhões em junho.

O déficit entre janeiro e junho somou US$ 117,463 bilhões frente aos US$ 117,448 bilhões nos seis primeiros meses de 2007. EFE jab/ab/db

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