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Déficit comercial dos EUA reflete recessão e cresce 1,1% em outubro

(corrige de 0,1% para 1,1% a variação do déficit comercial nos EUA) Por Jorge A. Bañales.

EFE |

Washington, 11 dez (EFE) - O déficit comercial dos Estados Unidos cresceu somente 1,1% em outubro, mas o valor total das exportações e importações foi o menor desde abril, em outro reflexo da recessão vivida pelo país.

O Departamento de Comércio americano ressaltou hoje que o déficit no comércio de bens e serviços foi de US$ 57,19 bilhões em outubro, acima dos US$ 56,559 bilhões do mês anterior, em um movimento que surpreendeu os analistas.

Por sua vez, o Departamento de Trabalho americano informou que a desaceleração da economia global trouxe em novembro uma queda sem precedentes de 6,7% nos preços de bens e serviços importados, e uma redução também inédita de 3,2% do valor das exportações dos EUA.

O valor total da troca comercial -importações e exportações- dos EUA em outubro foi de US$ 360,642 bilhões, e diminuiu mês a mês a partir dos US$ 371,844 bilhões de abril.

Importância especial teve a queda de 27,9% da venda ao exterior de aviões civis, influenciada pela greve na Boeing, assim como a diminuição da importação de automóveis e autopeças, que chegou a seu menor nível desde setembro de 2003.

O país importou petróleo no total de US$ 29,8 bilhões, muito acima do mês anterior, apesar de o preço do petróleo ter caído neste mês de US$ 107,58 para US$ 92,02 por barril.

Entre janeiro e outubro, o déficit foi de US$ 590,917 bilhões, comparado com um saldo negativo de US$ 582,808 bilhões no mesmo período do ano passado.

Em todo 2007, o saldo negativo na balança comercial dos Estados Unidos foi de US$ 700,258 bilhões.

A restrição global do crédito segue freando o crescimento da atividade econômica de Europa, Ásia e América Latina, o que indica que os Estados Unidos já não contam com seus lucros comerciais para compensar a recessão no setor imobiliário e de manufaturas.

Os lares e as empresas continuam cortando gastos e isto anuncia uma menor demanda de petróleo, televisores, computadores e automóveis importados.

Um outro relatório do Departamento de Trabalho americano evidenciou hoje a complexa situação trabalhista nos EUA, que repercute diretamente no consumo, cuja despesa representa mais de dois terços da atividade econômica.

O número de pedidos de seguro-desemprego aumentou em 58 mil na semana passada, para 573 mil, o maior em 26 anos.

Já o número de pessoas que, na semana passada, recebiam o benefício cresceu em 338 mil, até 4,43 milhões, também o maior desde fins de 1982.

O aumento na semana que terminou em 29 de novembro foi o maior registrado desde 1974.

Por outro lado, o Departamento de Comércio americano informou que o superávit dos países da América Latina e do Caribe no comércio de bens com os Estados Unidos caiu 23,6% em outubro, para US$ 5,936 bilhões.

O saldo favorável nos dez primeiros meses deste ano soma US$ 80,082 bilhões, comparado com os US$ 83,969 bilhões do mesmo período de 2007.

O superávit dos países da União Européia (UE) em seu comércio de bens com os Estados Unidos subiu 15,3% em outubro em comparação com setembro, e ficou em US$ 9,608 bilhões.

O superávit da UE nos dez primeiros meses deste ano foi de US$ 80,851 bilhões, abaixo dos US$ 89,152 bilhões do mesmo período do ano passado.

Já o déficit dos Estados Unidos no comércio de bens com os países do leste asiático aumentou 4,3% em outubro e ficou em US$ 36,341 bilhões.

Segundo o relatório do Departamento de Comércio, nos dez primeiros meses do ano o déficit americano com essa região foi de US$ 294,992 bilhões, comparado com um saldo negativo de US$ 306,773 bilhões no mesmo período de 2007.

Em outubro, o déficit dos EUA com a China chegou a US$ 28 bilhões. EFE jab/db

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