Washington, 13 jan (EFE).- A contração da demanda dos consumidores e a queda dos preços do petróleo fizeram o déficit comercial dos Estados Unidos cair, em novembro, para US$ 40,442 bilhões, quantia mais baixa em exatos cinco anos -desde novembro de 2003.

No total, a diferença entre as importações e as exportações americanas caiu 28%, a maior em 12 anos, influenciada por todo o barateamento do petróleo importado, segundo informou hoje o Governo dos EUA.

Em novembro, os consumidores americanos adquiriram 12% menos bens e serviços de outros países, e as exportações americanas foram as menores em quase três anos.

Os números do Governo mostram que as importações ficaram em US$ 183,2 bilhões, seu nível mais baixo em dois anos e meio.

Já as exportações caíram 5,8%, ficando em US$ 142,8 bilhões.

A economia dos Estados Unidos entrou em recessão em dezembro de 2007 e a contração do comércio mundial provavelmente continuará por meses, com queda dos preços e do crédito que levam consumidores e empresários no mundo todo a cortar suas despesas.

O presidente eleito, Barack Obama, enfrentará crescentes atritos com os principais parceiros comerciais dos EUA, já que as empresas siderúrgicas e têxteis pressionam por um freio nas importações, e os fabricantes de veículos automotores clamam por fundos do Governo para evitar a quebra.

Se for excluído o efeito da inflação, o déficit comercial caiu de US$ 45,6 bilhões em outubro para US$ 39,5 bilhões em novembro.

Na medida em que o déficit subtrai menos pontos do crescimento, é provável que a melhoria na balança comercial beneficie o Produto Interno Bruto do país, que vinha tendo pontos agregados pelo comércio exterior desde os três primeiros meses de 2007.

A maior economia do mundo, que teve uma contração de 0,5% no terceiro trimestre, poderia ter registrado outra, dez vezes maior, de 5%, no quarto, segundo cálculos da maioria dos analistas.

De janeiro a novembro de 2008 o déficit comercial dos Estados Unidos somou US$ 630,859 bilhões, comparado com um de US$ 640,679 bilhões no mesmo período de 2007.

O superávit dos países da América Latina e do Caribe em seu comércio de bens com os Estados Unidos caiu 54,5% em novembro, ficando em US$ 2,704 bilhões, segundo o Departamento de Comércio.

O superávit nos 11 primeiros meses de 2008 somou US$ 82,787 bilhões, em termos nominais 11% a menos do que o de US$ 93,108 bilhões no mesmo intervalo de 2007.

A região contabilizou em novembro 11% do déficit total no comércio de bens dos EUA Por sua parte, o superávit dos países da União Européia (UE) em seu comércio de bens com os Estados Unidos caiu 41% em novembro em relação a outubro, ficando em US$ 5,598 bilhões.

O superávit da UE nos 11 primeiros meses do ano passado foi de US$ 86,449 bilhões, abaixo dos US$ 99,401 bilhões do mesmo período de 2007.

Os países da União Européia geram pouco mais de 11% do déficit no comércio exterior de bens dos Estados Unidos, que somou, nos 11 primeiros meses do ano passado, US$ 751,175 bilhões.

Por sua vez, o déficit dos Estados Unidos em seu comércio de bens com os países do Leste da Ásia diminuiu 17,3% em novembro e ficou em US$ 30,032 bilhões.

Nos 11 primeiros meses do ano passado, o déficit dos EUA com essa região foi de US$ 325,024 bilhões, comparado com um de US$ 340,749 bilhões no mesmo período de 2007. EFE jab/jp

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.