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Somente na sexta-feira, a Ecovias, concessionária responsável pela Rodovia dos Imigrantes, deverá anunciar quando começam as obras de reconstrução da passarela no km 12,5, destruída anteontem por um caminhão, que andava com a caçamba levantada. O Departamento Jurídico da empresa ainda estuda se cobrará os danos do motorista, Juarez Dias de Carvalho, de 44 anos.

No acidente, uma pessoa morreu, o japonês Soichiro Furuyabu, de 30 anos, passageiro do carro dirigido por Daniel Caçador, de 36. O veículo em que estavam bateu na passarela logo após ela tombar na rodovia, no sentido norte (litoral-São Paulo). Carvalho já foi indiciado por homicídio culposo, lesão corporal e danos.

De acordo com a Ecovias, o Departamento de Engenharia ainda analisa se o trecho da passarela que não foi abalado pela batida precisará ser reconstruído. Caso não seja necessário, a reforma se restringirá ao trecho de 25 metros que desabou. Na sexta-feira, também serão divulgados os prazos e os custos da obra, que será realizada por meio de licitação.

Enquanto a passarela não fica pronta, os moradores da região atravessam a Imigrantes pela Rua Xavier Pais, que passa por baixo da rodovia. A ajudante-geral Eliane Silva, de 28 anos, diz que antes demorava menos de dez minutos para fazer a travessia. Agora, demora 20 minutos. Ela também reclama da insegurança. Para chegar à rua do local de trabalho, Eliane tem de passar pela faixa de rolamento que dá acesso à rodovia. "Tenho medo."

Vítimas

Daniel Caçador continua internado no Hospital São Luiz, na zona leste de São Paulo, e não tem previsão de alta. Ele passou por cirurgias nos pés e no abdome. Seu estado, de acordo com boletim médico divulgado pelo hospital, é estável.

O cônsul-geral adjunto do Japão em São Paulo, Maru Hachi, informou que os familiares de Furuyabu, que são japoneses, devem vir ao Brasil nos próximos dias. Somente quando chegarem será decidido o que será feito com o corpo.

Furuyabu vivia havia dois anos em São Paulo e era diretor da área de logística da empresa de ferramentas elétricas Makita, cuja matriz fica em São Bernardo do Campo. Na manhã de anteontem, ele iria visitar clientes na capital e passaria em uma das filiais da empresa, no Brás.

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