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Decisão do Fed puxa Ibovespa para 39.993 pontos, alta de 4,37%

SÃO PAULO - A terça-feira terminou de forma bastante positiva para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mas o índice ainda não conseguiu superar os 40 mil pontos. As compras foram impulsionadas no final da tarde pela decisão do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, que derrubou a taxa básica de juros de 1% ao ano para uma banda de zero a 0,25% ao ano.

Valor Online |

Ao final do pregão, o Ibovespa apontava alta de 4,37%, aos 39.993 pontos, máxima do dia, com giro financeiro em R$ 3,42 bilhões.

Segundo o analista-sênior da TOV Corretora, Décio Pecequilo, a decisão do Fed surpreendeu pela agressividade, pois o previsto era um corte de 0,5 ponto percentual, trazendo a taxa para 0,5% ao ano.

"Surpreende, mas parece que foi necessário, pois o ambiente nos EUA é bastante complicado. Cada dia tem uma novidade ruim", resume o especialista.

Por outro lado, Pecequilo aponta que essa política de corte de juros perde parte da eficácia, pois chegou ao seu limite. Também consciente disso, o colegiado do BC norte-americano anunciou que dará suporte ao funcionamento dos mercados e estimular a economia por meio de operações de mercado aberto.

O Fed também reforçou os anúncios anteriores de compra de dívida relacionada ao crédito imobiliário e disse que está pronto para aumentar o tamanho dessas intervenções. O comitê também disse avaliar a possibilidade de comprar títulos do tesouro de longo prazo e avisou que vai estabelecer uma linha de crédito visando os mutuários de hipotecas e pequenos empresários.

Voltando o foco para a Bovespa, Pecequilo nota que o dinheiro externo já começa a voltar ao mercado brasileiro em busca de rentabilidade. Os papéis estavam e ainda estão extremamente atraentes e com indicadores técnicos sugerindo compra.

"Apesar de tudo, o investidor externo já começa a bater o olho aqui", afirma Pecequilo lembrando que do dia 8 ao dia 11 de dezembro cerca de R$ 2 bilhões em dinheiro externo vieram para o mercado brasileiro.

Além disso, o investidor local também está mais presente, aproveitando as oportunidades. "O investidor interno não está se importando com a instabilidade externa. Quem tiver paciência, vai montar uma carteira sólida, com empresas pagadoras de dividendos."
O que preocupa, segundo o operador, é que ainda não há uma conclusão sobre a crise, uma definição sobre perdas ou sobre o crescimento da economia mundial.

Pecequilo avalia que três grandes dúvidas cercavam o mercado. Duas delas já foram respondidas. A primeira era a possibilidade de recessão, agora já confirmada, e a segunda era a intensidade dessa desaceleração, que é forte. A questão em aberto é a duração desse ajuste. "E os investidores e o sistema financeiro ainda estão flutuando em torno de respostas como essa."
No âmbito corporativo, o destaque do pregão fica com as ações da Petrobras, que ganharam 3,93%, para R$ 23,80, liderando o volume negociado. Vale PNA subiu 4,89%, a R$ 25,92. Com o terceiro maior volume do dia, BM & FBovespa ON se valorizou 6,15%, negociada a R$ 5,86.

Bom desempenho também para os bancos. Bradesco PN e Itaú PN subiram mais de 6% cada, fechando a R$ 25,90 e R$ 29,80, respectivamente. Banco do Brasil ON aumentou 5,03%, a R$ 15,65.

Valorização de 10,08% para as units da América Latina Logística, que fecharam a R$ 10,15. Duratex PN ganhou 9,64%, a R$ 16,82, e NET PN e Cosan ON subiram mais de 8% cada.

Na ponta oposta, apenas 5 dos 66 papéis do Ibovespa. Vivo PN puxou a fila caindo 5,23%, a R$ 33,70. Natura ON, Braskem PNA e TAM PN recuaram pouco mais de 1% cada e Embraer ON cedeu 0,6%, fechando a R$ 9,78.

Fora do índice, os recibos de ações (BDR) da Laep, que controla a Parmalat, dispararam 31,57%, fechando a R$ 0,25. Tecnisa ON e Cruzeiro do Sul ON aumentaram mais de 9% cada. OGX Petróleo ON fechou com alta de 10,78%, a R$ 454,00.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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