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Decisão do Fed levou Bovespa ontem para perto dos 40 mil pontos

SÃO PAULO - Com o juro americano caindo para próximo de zero, a terça-feira terminou bem para os mercados brasileiros, em especial para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que pôde tirar proveito da decisão. O dólar apontou para baixo e os juros fecharam com alta, mas esses dois ativos não refletiram a medida, pois as negociações já tinham encerrado quando o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, publicou o resultado de sua deliberação.

Valor Online |

Surpreendendo o mercado, o colegiado abandonou a meta e adotou uma banda de variação para o juro básico entre zero e 0,25%. A previsão apontava para um corte de meio ponto percentual na taxa que estava fixada em 1% ao ano. Com a medida, o BC esgotou a capacidade de fazer política monetária via taxa de juros. Ciente disso, o Fed anunciou que dará suporte ao funcionamento dos mercados e estimulará a economia por meio de operações de mercado aberto.

O Fed também reforçou os anúncios anteriores de compra de dívida relacionada ao crédito imobiliário e disse que está pronto para aumentar o tamanho dessas intervenções. O comitê também avalia a possibilidade de comprar títulos do Tesouro de longo prazo e avisou que vai estabelecer uma linha de crédito visando ajudar mutuários e pequenos empresários.

Reagindo à decisão e ao comunicado, os investidores acentuaram as compras em Wall Street, em especial no setor financeiro. O Dow Jones avançou 4,20%, e a bolsa eletrônica Nasdaq teve elevação de 5,41%.

Na Bovespa, as compras já eram fortes e se acentuaram no fim do pregão levando o Ibovespa a fechar na máxima do dia aos 39.993 pontos, ou valorização de 4,37%. O giro financeiro ficou em R$ 3,42 bilhões. Destaque para Petrobras, Vale e bancos.

No câmbio, a sessão começou instável, com o dólar resistindo à baixa. No decorrer da tarde, as vendas aumentaram e, desta vez, a atuação do Banco Central (BC), que voltou a vender dólares no mercado à vista, contribuiu para segurar o dólar em baixa.

Depois de subir a R$ 2,404 na máxima, o dólar comercial fechou a terça-feira a R$ 2,370 na compra e R$ 2,372 na venda, recuo de 0,71%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa também teve queda de 0,71%, fechando a R$ 2,370. O giro financeiro somou US$ 134,25 milhões.

Operadores de mercado comentaram que os comprados seguem pressionando a taxa para cima para tentar melhorar o rendimento de suas posições. Como o BC parou de ofertar dólares via swap, está mais difícil encontrar liquidez para rolar as posições.

No mercado de juro futuro, enquanto a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) não vem, o dia foi de correção depois de cerca de três semanas seguidas de baixa. À espera do documento, que pode determinar a formação das apostas quanto ao corte de juros de janeiro, os agentes embolsaram os ganhos recentes.

Na agenda do dia, os dados do comércio varejista em outubro. A queda de 0,3%, a primeira em sete meses, mostra o impacto inicial da crise externa sobre o setor, mas foi menor do que o estimado.

No lado da inflação, mais um indicador reforça a visão de que o impacto da alta do câmbio sobre os preços ainda é limitado. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-10 (IGP-10) avançou apenas 0,03% em dezembro, desacelerando de 0,73% em novembro.

Ao fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava alta de 0,04 ponto percentual, para 12,82%. Já o contrato para janeiro 2011 também fechou com ganho de 0,04 ponto, a 13,42%. E janeiro 2012 apontava 13,68%, valorização de 0,10 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009, o mais negociado, aumentou 0,01 ponto, para 13,52%. Contrastando, o DI para julho de 2009 caiu 0,02 ponto, projetando 13,02%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 396.565 contratos, equivalentes a R$ 36,80 bilhões (US$ 15,53 bilhões), o dobro do registrado na segunda-feira. O vencimento de janeiro de 2009 foi o mais negociado, com 202.770 contratos, equivalente a R$ 20,16 bilhões (US$ 8,215 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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