Rio, 16 - A decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) hoje para facilitar o crédito aos exportadores é um alento, mas é muito vaga, disse o vice-presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. O voto do CMN diz que nas operações de empréstimos em moeda estrangeira, o Banco Central do Brasil poderá determinar que os recursos sejam direcionados para operações de comércio exterior.

Na leitura de Castro, "se o BC poderá determinar, é porque ainda não determinou".

O executivo registrou também que se a instituição financeira acha que o dólar vai subir e prefere ficar com a moeda estrangeira guardada para vender mais tarde, "não há lei que obrigue os bancos a não sentar no dinheiro ou usar para outra coisa". Segundo Castro, "o banco faz o que quiser com o dinheiro, é a lei do mercado". De acordo com ele, os exportadores ainda estão esperando que o governo regulamente o uso de parte das reservas internacionais para o crédito ao comércio exterior.

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