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Decisão da Opep não impede nova queda do petróleo

SÃO PAULO - Nem mesmo o corte na produção dos membros Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pôde impedir o recuo de mais de US$ 3 no preço do petróleo nesta sexta-feira. O cartel decidiu nesta manhã, numa reunião emergencial em Viena, reduzir sua produção diária em 1,5 milhão de barris a partir de novembro.

Valor Online |

No entanto, pelo menos por hoje, os preços continuaram a cair, motivados pela desaceleração da economia mundial.

O contrato de WTI negociado para dezembro de Nova York fechou valendo US$ 64,15, recuando US$ 3,69. O contrato para janeiro de 2009 declinou US$ 3,66, para US$ 64,58. Em Londres, o barril de Brent para dezembro fechou valendo US$ 62,05 com desvalorização de US$ 3,87. O vencimento para o mês seguinte sofreu queda de US$ 3,62, para US$ 63,64.

A trajetória de queda no preço do petróleo começou em julho do ano passado, quando o barril atingiu seu preço mais alto, de US$ 147. De lá para cá, as perspectivas de esfriamento da economia reduziram a demanda, levando a uma forte desvalorização do petróleo.

A próxima reunião da Opep está marcada para 17 de dezembro. "Lá, definitivamente, haverá outro corte", enfatizou Chakib Khelil, presidente do grupo. No entanto, outra reunião de emergência com um novo aperto na produção pode acontecer se o preço do barril continuar caindo. "Os fundamentos não são bons. Esta é uma situação de crise", disse ele. A Opep não adotava a estratégia de cortar a produção para elevar os preços há dois anos.

Em Washington, o porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto, criticou a atitude dos 13 países membros da Opep. "Acreditamos que o valor das commodities, incluindo o petróleo, deveria ser determinado pela competitividade dos mercados e não por algumas decisões de produção anti-mercado."
Analistas explicam que a queda de hoje pode ser consequência da própria crise, com o dólar se fortalecendo rapidamente e os indicadores econômicos se deteriorando.

(Valor Online, com agências internacionais)

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