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Decisão da Câmara nos EUA surpreende Meirelles

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, terminava sua apresentação a empresários na Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte quando foi surpreendido pela primeira notícia de que a votação na Câmara dos EUA indicava uma derrota do governo americano na sua tentativa de aprovar o pacote de resgate do setor financeiro de US$ 700 bilhões. Acabamos de ter mais uma surpresa, portanto os senhores verificam que a situação internacional é volátil e fizemos bem de não nos dedicarmos a fazer previsões, disse Meirelles, antes de se despedir dos empresários presentes e deixar o local.

Agência Estado |

Este foi o único comentário do presidente do BC sobre o que se desenrolava na Câmara dos EUA naquele momento.

Antes disso, durante sua apresentação, Meirelles detalhou a situação vivida pelo Brasil, em comparação com outros momentos de crise financeira internacional do passado. "Hoje o Brasil tem reservas cambiais superiores à dívida externa", disse. O presidente do BC lembrou também que o Brasil é credor externo líquido e que o risco País não tem reagido ao mesmo tipo de aversão ao risco vista no passado.

"O País tem hoje maior estabilidade em termos de crescimento do PIB", afirmou, citando os últimos dados divulgados, relativos ao segundo trimestre. "Hoje temos melhores condições de resistência. Não que o País seja imune à crise, mas tem condições de enfrentar problemas com mais tranqüilidade do que no passado."

O presidente do BC fez uma analogia entre a situação vivida atualmente pelo Brasil e problema médicos. "No passado, quando os EUA pegavam uma gripe, o Brasil pegava uma pneumonia. Hoje, se os EUA, quem sabe, pegarem uma pneumonia, nós podemos ter apenas um resfriado forte. O Banco Central está olhando o assunto com toda a seriedade, porque não subestima a crise." De acordo com ele, "estamos acompanhando as medidas tomadas pelo governo americano e também na Europa". "Mas este não é o momento de ficar especulando, é o momento de trabalhar como nunca."

Meirelles chegou ao almoço com empresários com mais de duas horas de atraso - antes de viajar para Belo Horizonte, ele esteve reunido em Brasília com o presidente Lula e com os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miguel Jorge (Desenvolvimento) para discutir a crise internacional.

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