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Débitos estão concentrados em poucos produtores

Grandes dívidas de poucos produtores. É o quadro das operações de crédito rural que não foram pagas e acabaram inscritas na Dívida Ativa da União.

Agência Estado |

Apenas 896 delas representam mais de 40% dos R$ 7,1 bilhões do volume total de débitos rurais inscritos na dívida ativa. E 46 representam quase 15% de toda a dívida rural inscrita. São operações com valor acima de R$ 10 milhões, e, juntas, somam R$ 1,01 bilhão.

Esse reduzido grupo de produtores rurais - beneficiados pela votação em que a Câmara dos Deputados alterou Medida Provisória (MP) do governo e substituiu a taxa Selic pela TJLP como indexador de correção dos débitos - tem em média uma dívida de R$ 22 milhões. As dívidas de menor valor - até R$ 10 mil - representam só 0,47% do total.

Os empréstimos rurais não pagos foram parar na Dívida Ativa da União porque têm risco do Tesouro Nacional. Boa parte são créditos rurais concedidos pelo Banco do Brasil (BB) e já renegociados.

Com a reestruturação do BB, em 2001, a União adquiriu os créditos rurais em troca de títulos públicos formados por dívidas do Funcafé, securitizadas (por 7 ou 25 anos), e por débitos do Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer) e do Pesa (Programa Especial de Saneamento de Ativos), que permitiu a renegociação das dívidas rurais entre 1995 e 2001.

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