As emissões de debêntures registradas na Cetip - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos - no primeiro trimestre cresceram 862% sobre o mesmo período de 2009 e atingiram R$ 7,9 bilhões. Os primeiros três meses de 2009 foram de crise e a emissão desse tipo de papel foi de apenas R$ 821 milhões.

As emissões de debêntures registradas na Cetip - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos - no primeiro trimestre cresceram 862% sobre o mesmo período de 2009 e atingiram R$ 7,9 bilhões. Os primeiros três meses de 2009 foram de crise e a emissão desse tipo de papel foi de apenas R$ 821 milhões. Apenas em março deste ano, o volume de emissões foi de R$ 5,8 bilhões, informa a Cetip. Na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), há mais R$ 5,5 bilhões em ofertas de debêntures em análise. De acordo com o site da CVM, as ofertas registradas de debêntures no primeiro trimestre pela Comissão somaram R$ 4,131 bilhões. A Cetip também inclui as emissões dispensadas de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo a Cetip, um dos motivos para o aumento da emissão de valores mobiliários foi justamente a Instrução da CVM nº 476, de 2009, que dispensa o registro na CVM das ofertas públicas de determinados valores mobiliários dirigidas a até 50 investidores, e adquiridas por, no máximo, 20 investidores qualificados. A maior emissão de debêntures registrada pela CVM este ano foi a da Cemig Geração e Transmissão, feita no dia 2 de março, no valor de R$ 2,7 bilhões. A segunda também foi do setor elétrico com a CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) com R$ 548,6 milhões em 6 de janeiro. Também aparecem no site da CVM, emissões de debêntures da MRV Engenharia e Participações, de R$ 516,4 milhões, em 8 de março, e da Brookfield Incorporações, de R$ 366 milhões. <b>Notas comerciais</b> Segundo a Cetip, o volume de Notas Comerciais emitidas no primeiro trimestre atingiu R$ 4,8 bilhões, com aumento de 41,1% em comparação ao mesmo período do ano passado. A Cetip registrou também emissões de Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) no volume total de R$ 970 milhões no primeiro trimestre, o que significa aumento de 19,1% em comparação com o primeiro trimestre de 2009.
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