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De olho no pré-sal, governo pode socorrer Petrobrás

O governo acena com um socorro financeiro à Petrobrás, caso a crise econômica restrinja o acesso aos recursos necessários para o desenvolvimento do pré-sal. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o objetivo é evitar atrasos nas obras.

Agência Estado |

Embora não acredite que o impacto da crise se estenda no médio prazo, ele disse que o Tesouro e os bancos estatais poderiam contribuir com financiamentos para o pré-sal.

Apenas para os projetos Tupi e Iara, calcula o ex-presidente da Petrobrás Armando Guedes, a companhia precisará de algo em torno de US$ 140 bilhões. O volume é superior ao investimento total previsto no plano estratégico atual da companhia para o período entre 2008 e 2012 (US$ 112 bilhões).

O cálculo de Guedes leva em conta os 12 bilhões de barris em reservas estimadas nos dois campos a um custo de produção de US$ 12 por barril - que é o custo atual médio de produção, incluindo tributação de participação especial em campos fora do pré-sal.

Mesmo que a Petrobrás obtenha recursos necessários, disse Guedes, é preciso saber se seus parceiros nos projetos conseguirão financiamento. A empresa tem sócios estrangeiros nas sete descobertas da área do pré-sal na Bacia de Santos. O ministro ponderou, no entanto, que os desembolsos para o pré-sal são de médio prazo e, na sua opinião, a crise financeira deve estar resolvida em 30 ou 60 dias.

"Não trabalhamos com a hipótese de haver atrasos (nos projetos), não só porque a Petrobrás tem os próprios meios para investir, como porque o Tesouro ou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) podem socorrer a empresa", disse Lobão. Ele não detalhou como seria a atuação do Tesouro e citou outras fontes de financiamento, como o Banco do Brasil. "Os recursos existem e têm de ser aplicados em algum lugar. Serão mais caros para determinadas atividades. Mas, para outras, continuarão existindo."

Questionado sobre a capacidade de financiamento de grandes projetos do setor elétrico, como as usinas do Rio Madeira, Lobão afirmou que "haverá sempre recursos no mundo para desenvolver obras no setor de energia". Para o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, porém, a manutenção do fluxo de recursos dependerá de regras claras que mantenham a atração do investidor externo.

"Essa escassez (de recursos) é um consenso. Portanto, temos de criar um ambiente atrativo para os investidores que quiserem buscar novas oportunidades", disse Kelman, em palestra durante o 5º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase).

Em sua opinião, esse estado de alerta em relação à atratividade dos investimentos - "e aí se inclui um ambiente regulatório preciso, eficiente e transparente" - pode fazer com que o Brasil reverta essa situação "caótica" como uma janela de oportunidades. "O Brasil é um país sólido. Não há empresas de fachada e os investimentos, pelo menos no setor elétrico, se mostram rentáveis no longo prazo. Significa que temos a oferecer aos investidores internacionais uma excelente oportunidade." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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