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De olho no apoio do PMDB no Senado, PT escolhe Temer na Câmara

BRASÍLIA - Ante a possibilidade de o PMDB ocupar a presidência da Câmara e do Senado nos dois últimos anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT fez ontem nova sinalização aos pemedebistas na busca de um acordo e anunciou formalmente o apoio a Michel Temer (PMDB-SP) para o comando da Câmara. Em troca, os petistas esperam o apoio dos aliados para eleger Tião Viana (PT-AC) à Presidência do Senado.

Valor Online |

Apesar de já ter declarado diversas vezes apoio a Temer na disputa na Câmara, o lançamento da candidatura própria do PMDB, na quarta-feira, para a presidência do Senado deixou o PT em alerta. Ontem, a bancada petista organizou uma reunião na Câmara com Michel Temer e parlamentares do PMDB, com presença da imprensa, para reforçar o apelo para que seja cumprido o acordo de revezamento dos partidos no poder. O governo teme que o atrito entre PT e PMDB comprometa a governabilidade de Lula nos dois últimos anos de governo e a escolha do sucessor do presidente.

O PMDB apoiou o PT para eleger Arlindo Chinaglia (SP) à Presidência da Câmara e os petistas apoiaram o candidato pemedebista ao Senado e defendem que Tião Viana seja o sucessor de Garibaldi Alves (PMDB-RN).

Como a votação é secreta, parlamentares do PMDB temem que petistas não cumpram o acordo na eleição. O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), entretanto, declarou que não haverá dissidência dos petistas na votação, em fevereiro, quando será realizada a eleição no Congresso. Lideranças dos partidos do bloco de esquerda (PSB, PDT e PCdoB) ameaçam lançar também um candidato à Câmara.

Temer afirmou que o sinal dado pela bancada petista é importante, mas evitou vincular a eleição da Câmara à do Senado. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse esperar que seja mantido o acordo que o elegeu. " A bancada do PT vai honrar isso e vai trabalhar para eleger Temer " , afirmou. " Mas para o Senado defendo a eleição de Tião Viana. "
Lideranças do PMDB no Senado, entretanto, defendem que o acordo pelo revezamento no poder dos dois partidos restringe-se somente à Câmara.

Durante a reunião, o líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse esperar que Temer, caso eleito, coloque em votação a reforma tributária na primeira quinzena de março de 2009, conforme o acordo realizado na quarta-feira com PSDB, DEM e PPS. Candidato, Temer garantiu que colocará o assunto em pauta assim que assumir o comando da Câmara.

(Cristiane Agostine | Valor Econômico)

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