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De graça ou pago, todos planejam conectar a cidade

De graça ou pago, todos planejam conectar a cidade Por Rodrigo Martins São Paulo, 29 (AE) - Conexão à internet se tornou a estrela desta campanha municipal em São Paulo. No que depender das propostas dos candidatos - e se elas realmente forem cumpridas depois das eleições - será possível, pelo menos, navegar de graça pelo notebook no Parque do Ibirapuera.

Agência Estado |

Todos os seis principais prefeituráveis têm projetos para a área, seja pago ou gratuito e com fio ou sem fio.

A proposta de maior repercussão (e que gerou mais polêmicas) foi a de Marta Suplicy (PT). Ela promete levar internet Wi-Fi para todos os cantos da cidade, da mesma forma como hoje é feito em pequenas cidades brasileiras, como Sud Menucci, no interior do Estado, ou Piraí, no Rio.

"Devemos olhar para o futuro e transformar São Paulo em uma cidade digital. Projetos do governo federal, como o Computador Para Todos e a isenção de impostos, facilitaram a compra de computadores para as classes C e D. Isso mudou o cenário da exclusão digital em cidades como São Paulo e criou novas demandas. Muitas famílias que já conseguiram adquirir computador ainda enfrentam dificuldades para se conectarem à internet, devido ao alto custo do serviço", opina Marta.

O projeto da candidata prevê instalar 3 mil pontos de acesso Wi-Fi na cidade, o que consumiria R$ 64,4 milhões. "A idéia é começarmos pelos prédios públicos (escolas, bibliotecas, telecentros etc.), formando ilhas de acesso digital em parceria com a iniciativa privada", explica ela. As redes Wi-Fi são mais facilmente acessadas de notebooks, que já vêm com a tecnologia sem fio, mas desktops podem ser adaptados para se conectar à internet sem fio.

O projeto recebe críticas de outros candidatos, principalmente com relação à segurança. "É um projeto que precisa ser feito com muito cuidado, seja pelas questões técnicas e de segurança de dados envolvidas, como do ponto de vista de custos", explica o prefeito e candidato Gilberto Kassab (DEM).

Kassab diz que a Prefeitura já faz testes para conexões sem fio: "Numa cidade como São Paulo esse tipo de projeto é particularmente complicado por uma série de razões, entre elas, os pontos de sombreamento, provocados pelo excessivo número de edifícios, que dificultam a transmissão do sinal. Por isso há que se medir custos e benefícios."
O prefeito promete, em um segundo mandato, disponibilizar conexão sem fio Wi-Fi em locais administrados pela Prefeitura, como parques e bibliotecas. "Nossa prioridade continua sendo os telecentros, que são um projeto muito mais amplo do que o acesso à rede sem fio", afirma.

Já o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) propõe levar internet sem fio gratuita apenas para áreas carentes da cidade, em áreas de administração da Prefeitura, como parques e telecentros, no entorno das escolas e para projetos de desenvolvimento. No restante da cidade, a proposta é cobrar uma "tarifa social" de entre R$ 12 e R$ 15 mensais para um acesso de 256 kilobits por segundo (Kbps).

"Vamos dotar a cidade de infra-estrutura digital, garantindo o acesso universal à internet em banda larga", compromete-se Alckmin. A justificativa para não disponibilizar a internet grátis para todos é o custo. "Não faz sentido levar conexão gratuita onde já há infra-estrutura e as pessoas podem pagar. Para essas áreas, já estamos conversando com empresas de banda larga para fazer parcerias e disponibilizar a ‘tarifa social’", explica um dos coordenadores da campanha, o deputado federal Julio Semeghini (PSDB-SP).

Para aumentar a segurança onde houver rede sem fio, a proposta de Alckmin é que cada cidadão tenha uma senha de acesso.

O candidato Paulo Maluf (PP), coloca o pé no freio. Diz que "é um assunto muito complexo para uma cidade do tamanho de São Paulo. A idéia é disponibilizar a internet sem fio aos poucos, dando prioridade às áreas sem recursos".

Soninha Francine (PPS) diz que a conexão à internet é "um direito fundamental", mas é preciso estudar os custos da implementação. Segundo ela, a periferia teria prioridade. "Não preciso garantir Wi-Fi grátis nos Jardins. Mas, em Paraisópolis, Heliópolis e Brasilândia, sim."
A candidata também tem projetos de instalar conexão sem fio em locais administrados pela Prefeitura, como parques e bibliotecas. "Hoje já é possível comprar um notebook por R$ 999 em 12 vezes. Tem de ter conexão no Centro Cultural São Paulo, na Biblioteca Mário de Andrade, na Centro de Juventude da Cachoeirinha."
Ivan Valente (PSOL), como Marta Suplicy, também planeja levar internet sem fio gratuita para toda a cidade. "Isso pode causar problemas com o monopólio das empresas de telecomunicações, que podem querer comprar briga. Mas uma Prefeitura com um orçamento anual de R$ 25 bilhões tem poder político para enfrentar o monopólio."

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