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De Bruxa de Blair a Batman , a rede como aliada de Hollywood

De Bruxa de Blair a Batman, a rede como aliada de Hollywood Por Bruno Galo São Paulo, 07 (AE) - Tão importante [para os estúdios] quanto fazer um filme é conseguir levar as pessoas a vê-lo, afirmou ao Link o pesquisador norte-americano Edward Jay Epstein, autor do livro O Grande Filme, que conta a evolução da indústria cinematográfica desde os seus primórdios. Para Edward, é a publicidade que hoje determina a ida, ou não, das pessoas ao cinema.

Agência Estado |

E é exatamente aí que a internet entra.

Eficiente e barata, a rede tem servido como aliada de Hollywood. Em 1999 - muito antes do YouTube, por exemplo -, um filme de terror pra lá de modesto já mostrava a força da web. "Bruxa de Blair" custou míseros US$ 60 mil e rendeu inacreditáveis US$ 249 milhões ao redor do globo. O segredo: uma engenhosa campanha de marketing feita na até então ignorada internet.

A partir do site www.blairwitch.com foi criada uma lenda em torno da produção. A história muito bem construída pregava que as imagens a serem apresentadas no filme eram reais e que o longa era um trabalho amador feito por estudantes.

O frenesi obtido com "Bruxa de Blair" até hoje não se repetiu. A produção que mais perto chegou daquele efeito foi Serpentes a Bordo - nome que, por sinal, era apenas provisório.

Assim que a primeira nota sobre a produção despontou, o título inusitado chamou atenção. Da noite para o dia a rede foi inundada de pôsteres para o filme, canções para a trilha sonora, sugestões de cenas e até dicas para futuras paródias. Persuadida do poder da marca que tinha em mãos, a New Line manteve o título. Mas todo esse "hype" não garantiu o sucesso do longa, que ao estrear foi um fiasco.

Em 2008, três filmes foram os campeões no uso criativo da web. "Cloverfield" (www.cloverfieldmovie.com) saiu na frente com uma bem-sucedida campanha viral, recheada de mistérios e desdobramentos que deixaram a blogosfera em polvorosa. Não por acaso o filme foi produzido pelo experimentado J.J. Abrams, criador da série "Lost".

A comédia "Trovão Tropical", de Ben Stiller, com seus sites falsos, como www.tuggspeedman.com e www.scorchemovie.com, e virais hilários, também se saiu bem.

Mas foi o "Coringa" que tomou a rede e as bilheterias de assalto com uma inédita campanha interativa. A partir dos sites www.whysoserious.com, www.ibelieveinharveydent.com e de inúmeras outras páginas falsas de serviços e empresas de Gothan City, milhares de fãs se mobilizaram em torno da brincadeira, que envolveu até ARGs (jogos de realidade alternativa).

Qual será o próximo fenômeno de bilheteria ajudado pela rede? Será "Watchmen", adaptação da graphic novel homônima, cujo diretor e equipe vêm "prestando contas" aos fãs pelo blog da produção (rss.warnerbros.com/watchmen)? Ou será a continuação do desenho da Pixar, "Carros 2", que estreia em 2011? Para não deixar os personagens esquecidos, a Pixar tem investido. Primeiro, em uma série de curtas online intitulada "Mater’s Tall Tales". Depois, no site "The World of Cars" (www.worldofcars.go.com), que promete muito material exclusivo.

O fato é que hoje qualquer filme é ostensivamente divulgado pela web. Por isso o negócio é saber se diferenciar dos demais e oferecer algo novo ao sedento público conectado.

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