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De #145;Professor Pardal #146; a empresário

Foi entre uma reunião e outra com os amigos que o microempresário Ricardo Cukierman tornou-se um inventor. Ao ver os colegas utilizarem pedaços da embalagem de pizza como pratos, ele resolveu criar um produto para que os clientes da sua pizzaria também desfrutassem da facilidade.

Agência Estado |

Desenvolveu uma caixa de papelão destacável, que funciona para proteger o alimento - e também para servi-lo. "Consegui agregar valor ao produto, sem aumentar o custo de produção."

Hoje, a invenção virou um segundo negócio. O empresário abriu este mês uma nova empresa para vender a "embalagem-prato" para outras pizzarias. "Já tenho dois contratos fechados, em uma semana. O potencial do mercado é enorme", conta Cukierman, que pediu a patente (que garante exclusividade na exploração comercial) do produto há dois anos. "Desde o início, sabia que essa boa idéia podia ser vendida, por isso quis me proteger."

Assim como Cukierman, muitos inventores estão buscando transformar suas criações em produtos, aptos a conquistar e expandir mercados. "O inventor brasileiro tem se afastado cada vez mais do perfil de professor Pardal, de cientista maluco", diz Carlos Mazzei, presidente da Associação Nacional dos Inventores (ANI), que, em 16 anos, já ajudou 8 mil inventores a obterem patentes.

A entidade assessora os inventores na elaboração do pedido de patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), órgão que examina as solicitações. Além disso, auxilia na preparação da apresentação dos projetos aos investidores e empresas. "Sem uma companhia ou universidade por trás, é crucial para o sucesso do produto que o inventor demonstre seriedade", diz Mazzei.

Mário Santana Júnior conhece as limitações de ser um inventor independente. Dono de uma microempresa de tecnologia, ele criou, em 2001, um aparelho para controle do uso do chuveiro, que reduz em até 40% as despesas com água e energia. Por anos, enfrentou a resistência de grandes empresas à sua idéia."Era difícil chegar a um acordo", conta.

Finalmente, no ano passado, com o pedido de patente adiantado e contatos para comercialização do produto no Brasil e no exterior, Santana recebeu um aporte de R$ 1 milhão de dois investidores para começar a fabricar e comercializar o produto. "Em dois meses, já fechamos 20 contratos", diz Santana.

No ano passado, o INPI recebeu cerca de 24 mil depósitos (pedidos) de patente. Este ano, o número deve chegar a 25 mil. De acordo com o chefe do centro de divulgação, documentação e informação tecnológica da entidade, Raul Suster, há dez anos, eram cerca de 19 mil solicitações. O número de pedidos de patentes de brasileiros no exterior também tem crescido. No ano passado, chegou a 394, ante 219 há cinco anos.

Os inventores brasileiros também se destacam internacionalmente. Em setembro, oito foram premiados em um concurso de tecnologia e invenções na China. É a segunda vez que o País participa do evento. "Foi um importante reconhecimento", diz Mazzei, da ANI.

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