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Damasco reafirma sua vontade de abrir um novo capítulo com o Líbano

A Síria reafirmou nesta segunda-feira sua determinação em abrir um novo capítulo nas relações com o Líbano, estabelecendo vínculos diplomáticos e delimitando fronteiras, durante a visita de seu ministro dos Assuntos Estrangeiros, Walid Mouallem, a Beirute.

AFP |

"Estamos determinados a abrir uma embaixada no Líbano", afirmou Mouallem em entrevista à imprensa após reunião com o presidente libanês, Michel Sleimane, que ele convidou a visitar Damasco "o mais rápido possível".

A visita de Mouallem acontece uma semana após o anúncio em Paris da próxima abertura cruzada de representações da Síria e do Líbano, depois de encontros do presidente francês, Nicolas Sarkozy com o chefe de Estado sírio, Bachar al-Assad e Michel Sleimane.

"As relações hoje estão baseadas no princípio da igualdade. Há no Líbano um presidente de consenso estabelecendo relações sólidas com o presidente Assad, relações que podemos explorar para acertar muitos problemas, disse Mouallem.

Damasco e Beirute não desenvolveram relações diplomáticas desde a proclamação de sua independência, há mais de 60 anos, no fim do mandato francês.

Durante 30 anos, a Síria manteve tutela política e presença militar no Líbano. Foi forçada a retirar seus soldados quando colocada em questão pelo assassinato do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri em 2005, que a isolou no cenário internacional.

O ministro também indicou que seu país não vê inconveniente em delimitar a fronteira com o Líbano, tema de litígios entre os dois países.

Damasco continua afirmando que as terras de Chebaa são libanesas, referindo-se a um contencioso territorial com Israel que ocupa este setor situado no sudeste do Líbano.

"O envio de forças da ONU (a Chebaa) não significa que o exército israelense se retirou", disse Mouallem.

Beirute, apoiado por Damasco, reivindica sua soberania sobre este território de 25 km2 considerado por Israel como sendo parte de Golã sírio anexado.

Com seu aliado Irã, a Síria apóia a oposição feita pelo Hezbollah xiita frente á maioria antisíria apoiada pelos países ocidentais e a maioria dos países árabes. A maioria no poder acusa Damasco de desestabilizar o Líbano.

O estabelecimento de relações diplomáticas entre o Líbano e sua antiga potência de tutela se inscreve num contexto de abertura internacional, conduzida pela França, na direção de Damasco, que por sua vez tem negociações indiretas de paz com Israel.

lr/lm

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