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Dados negativos mostram que a economia alemã despencou no fim de 2008

Afetada pela desaceleração do crescimento mundial, a conjuntura alemã despencou no fim de 2008, segundo dados publicados nesta quarta-feira e que apontam para um ano de 2009 desastroso para a primeira economia européia.

AFP |

"A Alemanha está vivendo seu pior período econômico em décadas. É a situação na qual os manuais da economia não servem para nada", admitiu a chanceler conservadora Angela Merkel em discurso na Bundestag, câmara baixa do Parlemento.

O Produto Interno Bruto recuou entre 1,5 e 2% no quarto trimestre comparado ao anterior, de acordo com uma primeira estimativa divulgada nesta quarta-feira por Norbert Räth, um dos diretores do escritório federal das estatísticas (Destatis). O país está completamente mergulhado na recessão, após dois trimestres de ligeira redução do PIB.

Após a queda drástica das exportações, motor do crescimento, e a queda das novas encomendas industriais em novembro, inúmeros economistas prevêem um ano muito deprimido. "Isso significa que o ano 2009 começa muito mal e que o PIB deve recuar entre 2 e 3% em 2009, o que seria a maior queda" desde o período do pós-guerra e o nascimento da República Federal alemã, segundo Jörg Krämer, economista no Commerzbank.

Em 2008, a economia cresceu 1,3%, quase a metade do que em 2007, anunciou a Destatis. O governo havia então fixado sua meta em 1,7%.

"A crise financeira e o enfraquecimento da conjuntura mundial já tiveram efeitos em 2008", reconheceu o ministro da Economia conservador Michael Glos.

O consumo se estagnou, apesar de o número de ativos ter atingido nível recorde desde à reunificação em 1990. Mas a redução do desemprego não conseguiu compensar a disparada dos preços no verão, ligada particularmente à alta dos preços do petróleo, e os alemães moderaram seus gastos.

"Acho que o pacote de medidas de apoio (anunciado segunda-feira pelo governo) vai ter repercussões sensíveis ainda neste ano", disse Glos.

Este novo plano, de 50 bilhões, prevê entre outros um pesado programa de investimento em infra-estrutura (escolas) e baixas de impostos e cotações.

O pacote foi recebido com cautela, porque o patronato considerou as reduções de impostos muito fracos e a entrada em vigor das medidas, em julho, muito tardivas. Na realidade, elas não ajudarão muito este ano, uma opinião compartilhada por inúmeros economistas.

Para completar, a China anunciou nesta quarta que se tornou a terceira economia mundial em função de crescimento de 2007 ter sido mais forte que o previsto, ultrapassando assim a Alemanha.

A China revisou em alta o dado de 2007, a 13% contra 11,9%, anunciou o Escritório Nacional de Estatísticas (BNS), destacando que este valor é definitivo.

Com base nos novos dados, a economia chinesa representava em 2007 o total de 25,7 trilhões de yuans, segundo o BNS, ou seja, cerca de 3,5 trilhões de dólares, com base na taxa de câmbio do fim de 2007.

"Isto mosta que o ritmo da economia naquele ano era mais forte do que imaginávamos", declarou à AFP Ren Xianfang, analista da Global Insight.

"Estes dados significam que a China passou a Alemanha", disse, citando as estimativas do Banco Mundial.

Com base nos dados do Banco Mundial, a China está em terceiro lugar, atrás dos EUA (13,8 trilhões em 2007) e Japão (4,4 trilhão de dólares em 2007).

ilp/lm/cn

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