Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Dados negativos lançam nova onda de pessimismo sobre a saúde econômica mundial

Uma nova onda de pessimismo sobre a saúde da economia mundial invadiu nesta quinta-feira os mercados, alimentada por anúncios de demissões em massa na Ásia e e dados econômicos negativos na Europa.

AFP |

Más notícias vieram logo pela manhã desta quinta-feira de dois pesos-pesados asiáticos: a TDK, grupo japonês de tecnologias do setor de informática, anunciou a demissão de 8.000 funcionários no estrangeiro, em razão de dificuldades ligadas à crise econômica mundial.

A TDK prevê ainda um prejuízo líquido de 28 bilhões de ienes (224 milhões de euros) no exercício 2008-2009, que termina em março, contra uma previsão anterior de um lucro desta mesma ordem.

Na informática, da mesma forma, o grupo chinês Lenovo, quarto fabricante mundial de computadores, decidiu cortar 2.500 empregos, ou seja 11% de seus efetivos.

A Coréia do Sul, referência de crescimento robusto, está também preocupada.

"É altamente provável que a economia real comece a estagnar completamente a partir de agora", declarou o presidente sul-coreano Lee Myung-Bak membro principal de um "conselho de guerra econômica".

Segundo ele, a economia sul-coreana pode entrar em recessão no primeiro semestre, pela primeira vez desde à crise financeira asiática de 1997/98.

Com os ânimos em baixa, as Bolsas asiáticas amargaram perdas nesta quinta-feira, principalmente a primeira delas, a de Tóquio, com o índice Nikkei recuando quase 4% e encerrando uma longa série de sete sessões consecutivas de altas.

Os mercados europeus abriram no vermelho, porém mais moderadamente.

Na Europa, as notícias não foram melhores. A economia da zona euro recuou 0,2% no terceiro trimestre comparado ao segundo, entrando em recessão pela primeira vez da história, confirmou o escritório europeu das estatísticas Eurostat.

Os países da zona euro já haviam registrado baixa de 0,2% de seu PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre. Trata-se portanto de uma recessão, definida por pelo menos dois trimestre de recuo.

A taxa de desemprego na zona euro aumentou para 7,8% em novembro, seu mais alto nível em quase dois anos. O número de desempregado passou de 12 milhões.

Na Espanha, o número de desempregados registrou alta de 4,6% em dezembro, na comparação com o mês anterior.

Para o conjunto dos 27 países da União Européia, o número de desempregados se aproximava em novembro dos 17,5 milhões.

Para complicar a situação do emprego na região, o fabricante americano de computadores Dell, o maior exportador da Irlanda, decidiu encerrar sua produção neste país, transferindo parte da mesma para uma fábrica polonesa e terceirizando o restante, o que implicará uma supressão de 1.900 empregos.

A Comissão Européia, por sua vez, anunciou que o índice de confiança dos empresários e consumidores da eurozona, que entrou em recessão, está caindo mais rápido do que o previsto e, em dezembro, atingiu o nível mínimo histórico desde sua criação em 1985.

Já o Banco da Inglaterra decidiu por uma baixa de sua principal taxa de juros a 1,5%, seu menor nível na história, a fim de redinamizar uma das economias européias mais afetadas pela crise financeira e econômica mundial.

A situação levou a chanceler alemã, Angela Merkel, a lançar a idéia da criação de um "Conselho Econômico" mundial, do mesmo tipo que o Conselho de Segurança da ONU, durante a inauguração, em Paris, de uma conferência internacional sobre a regulamentação do capitalismo.

Enquanto o desemprego também sobe nos EUA, com anúncios como o da americana EMC Corporation, número um mundial de sistemas de armazenamento de dados, que vai demitir 2.400 funcionários (7% de seu quadro funcional), o presidente eleito Barack Obama pronuncia seu "grande discurso econômico", o plano de retomada, que vai salvar ou criar três milhões de empregos daqui até 2011, segundo sua equipe de transição.

De acordo com relatório da comissão do Orçamento do Congresso (CBO) divulgado quarta-feira, o déficit orçamentário americano deve ficar em 1,2 trilhão de dólares no exercício 2008/09, ou seja 8,3% do PIB. No ano fiscal 2007/08, o déficit foi de 438 bilhões de dólares, ou seja, 3,1% do PIB.

hel/lm/cn

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG