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Dados na zona do euro indicam recuperação desigual

Dados na zona do euro indicam recuperação desigual

Reuters |

Por Jonathan Cable

LONDRES, 21 de outubro (Reuters) - A recuperação econômica da zona do euro perdeu força neste mês, depois que uma melhora inesperada na Alemanha foi ofuscada pelo crescimento mais lento da França. O desempenho mais fraco do setor de serviços também pesou, contrabalançando a expansão do setor manufatureiro.

O índice Markit do setor de serviços da região, que reúne informações de cerca de 2 mil empresas de bancos a restaurantes, caiu para 53,2 em outubro, após ter registrado 54,1 em setembro. É o menor nível desde fevereiro.

O índice tem ficado acima de 50,0 desde agosto de 2009, indicando expansão da atividade, mas não superou a previsão de analistas de uma leitura de 53,7.

O setor manufatureiro, que conduziu grande parte da retomada econômica no ano passado, registrou crescimento maior do que o esperado, puxado pela Alemanha e por um resultado robusto das novas encomendas.

O índice do setor avançou a 54,1 em outubro, de 53,7 em setembro. A previsão era de uma queda a 53,2. Já o índice de produção recuou a 53,8 neste mês, de 54,0 em setembro.

Após os dados, o euro ampliava a alta do começo do dia e superava a marca de 1,40 dólar.

O setor de serviços da França cresceu a um ritmo muito mais lento do que no mês passado, com a menor taxa desde março. Mas os dados desta quinta-feira também revelaram que a confiança dos empresários franceses aumentou em outubro, depois que o aumento da demanda externa estimulou o crescimento das novas encomendas. A melhora no sentimento das empresas ocorreu apesar da onda de greves contra os planos de austeridade do governo.

Dados da vizinha Alemanha, maior economia da Europa, mostraram que o ritmo de crescimento acelerou muito mais que o previsto tanto no setor de serviços quanto no manufatureiro.

O índice de novas encomendas do setor manufatureiro da zona do euro subiu a 54,3 neste mês, de 53,2 em setembro. Apesar da alta do euro ao maior patamar em 8 meses na semana passada, as empresas reportaram vendas maiores à China, Leste Europeu, Estados Unidos e dentro do próprio bloco.

O índice composto entre os setores de serviço e manufatureiro, normalmente usado para prever o crescimento global da economia, caiu a 53,4 neste mês, de 54,1 em setembro, e ficou abaixo das expecttivas de 53,6.

Ben May, da Capital Economics, afirmou que o índice composto aponta para uma desaceleração do PIB a cerca de 0,3 p por cento, após 1,0 por cento no segundo trimestre.

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