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SÃO PAULO - O Ibovespa abriu o pregão em alta, mas apresentou volatilidade após a abertura do mercado americano e com a baixa dos papéis da Petrobras. Os dados piores do setor imobiliário americano, entretanto, acrescentaram um fator de estresse no mercado e pesam sobre as bolsas nesta quarta-feira. De acordo com o Departamento do Comércio dos Estados Unidos, as vendas de casas novas no país recuaram 32,7% entre abril e maio, para uma taxa anualizada e ajustada sazonalmente de 300 mil unidades. Por volta das 11h10, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) declinava 0,53%, para 64.468 pontos, e girava R$ 1,494 bilhão.

SÃO PAULO - O Ibovespa abriu o pregão em alta, mas apresentou volatilidade após a abertura do mercado americano e com a baixa dos papéis da Petrobras. Os dados piores do setor imobiliário americano, entretanto, acrescentaram um fator de estresse no mercado e pesam sobre as bolsas nesta quarta-feira. De acordo com o Departamento do Comércio dos Estados Unidos, as vendas de casas novas no país recuaram 32,7% entre abril e maio, para uma taxa anualizada e ajustada sazonalmente de 300 mil unidades. Por volta das 11h10, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) declinava 0,53%, para 64.468 pontos, e girava R$ 1,494 bilhão. O índice futuro, com vencimento em agosto, também tinha queda, de 0,37%, para 65.445 pontos. No pregão passado, o Ibovespa caiu apenas 0,03%, para 64.810 pontos. Em análise técnica enviada ao mercado, a Itaú Corretora apontou que, ontem, o Ibovespa perdeu força ao se aproximar da resistência em 65.900 pontos. Segundo a instituição, o índice "seguirá com o movimento de realização iniciado no intraday do último pregão caso perca os 64.300 pontos, com suportes imediatos em 63.460 (forte), 63.050 (fortíssimo) e em 62.890/700 pontos". Do lado da alta, a Itaú Corretora assinalou que o Ibovespa continua com objetivo de curto prazo localizado na região entre 66.600 e 67.000 pontos. Em Wall Street, as bolsas apresentaram volatilidade no no começo das operações, mas também definiram um movimento negativo após os dados de vendas de imóveis. Há instantes, o Dow Jones tinha desvalorização de 0,46%, enquanto o Nasdaq cedia 0,89% e o S & P 500 baixava 0,69%. Os agentes ainda aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que será divulgada por volta das 15h15. No Brasil, a decisão da Petrobras de adiar a oferta pública de ações para setembro já pesa sobre seus papéis. Há pouco, as ações PN da estatal cediam 1,64%, para R$ 28,63, enquanto as ON caíam 1,83%, a R$ 32,63. Entre as principais quedas do Ibovespa figuravam os papéis ON da Telemar, com recuo de 2,80%, a R$ 37,71, as ações ON da CCR Rodovias, com baixa de 2,40%, a R$ 35,33, e Telemar Norte Leste PNA, com desvalorização de 1,93%, a R$ 51,68. No sentido oposto, os destaques de alta vinham dos papéis ON da Sabesp, com avanço de 3,69%, para R$ 35,92. A companhia negocia com o município de São Paulo um contrato para prestação de serviço de abastecimento de água e esgoto na capital paulista pelo prazo de 30 anos. Também entre as principais altas do Ibovespa estavam as ações PN da Vivo, com elevação de 1,22%, a R$ 49,75, e PN da Telesp, com avanço de 1,39%, a R$ 37,93. Fora do Ibovespa, destaque positivo para os papéis Pet Manguinhos ON, com ganhos de 17,85%, a R$ 0,99. A Petrobras firmou um protocolo de intenções com a refinaria de Manguinhos para a realização de estudos visando a oportunidades de negócios e à formação de parcerias na área de refino. O acordo inclui a modernização de Manguinhos para produção de gasolina, diesel e outros produtos, além de serviços de transporte e logística e produção de biodiesel. O protocolo de intenções será válido por um ano, com possibilidade de renovação. (Beatriz Cutait | Valor)

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