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SÃO PAULO - Os dados na agenda dessa sexta-feira podem dar continuidade ao ambiente de forte pessimismo que tomou conta dos mercados mundiais ontem. A questão principal volta a ser o ritmo de crescimento da economia mundial, com sinais de desaceleração nos EUA, Europa e Ásia.

Serão apresentados os dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos durante o mês de agosto. A previsão é de fechamento de 70 mil a 75 mil vagas, depois da perda de 51 mil postos de trabalho em julho. Para a taxa de desemprego, a estimativa aponta para estabilidade em 5,7%.

Dados melhores do que o esperado ajudarão a fortalecer o dólar e conseqüentemente derrubar as commodities e a Bolsa de Valores de São Paulo. Por outro lado, um resultado muito fraco chancela o ambiente de aversão ao risco da quinta-feira.

Ontem, a ADP, empresa que processa folhas de pagamento, indicou que os EUA perderam 33 mil empregos na iniciativa privada durante o mês passado. O resultado superou as expectativas, que apontavam para o fechamento de 19 mil postos de trabalho.

Por aqui, o foco está voltado para inflação, mas os dados internos têm mostrado pouca força ante a piora de humor global.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traz o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de agosto. A expectativa é de alta de 0,30%, desacelerando de 0,53% de julho. No comparativo anual, a inflação deve ficar em 6,21%.

Para a semana que vem, o foco dos investidores está na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide o rumo da taxa básica de juros do Brasil. Nos Estados Unidos, foco nos dados de inflação, com os preços de importação e o Índice de Preços nos Atacado (PPI, na sigla em inglês).