Os efeitos da crise mundial sobre a economia real no Brasil, especialmente sobre oferta de crédito e demanda, só vão poder ser claramente mensurados após os dados macroeconômicos de setembro, alguns deles - como produção industrial e vendas do comércio - com divulgação prevista apenas para novembro. A avaliação, do diretor de Política Monetária do Banco Central, Mário Mesquita, é partilhada pelo diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Carlos Langoni.

Para Langoni, o atual cenário de incerteza vai tornar "delicada, difícil" a política monetária do BC no curto prazo. Mesquita disse que será preciso esperar os dados de setembro para avaliar os efeitos da crise internacional sobre a oferta de crédito no País.

O diretor do BC destacou, em palestra ontem no Rio, o papel importante do crédito no aquecimento das vendas no varejo e na demanda doméstica, mas ressaltou também os efeitos da massa salarial. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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