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SÃO PAULO - A agenda de indicadores da sexta-feira é pouco carregada e concentra dados relevantes de inflação tanto no front doméstico quanto externo. Os agentes devem reagir anúncio feito na noite de ontem pelo Federal Reserve (Fed), banco central americano.

A instituição elevou a taxa de desconto visando levar os bancos a buscar crédito de curto prazo no setor privado. A alíquota subiu de 0,50% para 0,75% e está efetiva a partir de hoje.

Em comunicado, o Fed deixou claro que a medida é uma "normalização" de suas operações e que isso não significa um aperto ou alteração na sua política monetária.

Por aqui, o destaque vai para a segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de fevereiro. O consenso sugere elevação de 1,1%, após alta de 0,51%.

Já nos Estados Unidos, os investidores recebem o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) referente ao mês de janeiro. A expectativa é de inflação de 0,3%, com núcleo (medida que tira alimentos e energia da conta) em 0,2%.

Ontem, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) surpreendeu ao subir 1,4% em janeiro, quase o dobro do previsto. Já o núcleo do indicador, que tira alimentos e energia da conta, aumentou 0,3%.

A última semana de fevereiro reserva dados relevantes de atividade e inflação no mercado doméstico. São aguardadas as vendas no varejo e a pesquisa mensal de emprego. Os investidores também conhecem o IPCA-15 de fevereiro e a leitura final do IGP-M para o mês.

A agenda corporativa ganha volume, com mais de 30 empresas apresentado balanços, como Petrobras, CCR Rodovias, TIM, WEG, Usiminas e BRF Foods.

No campo externo, atenção à nova estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) americano no quarto trimestre. A semana também conta com indicadores do setor imobiliário e dados de confiança do consumidor.

(Eduardo Campos | Valor)

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