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Dados de bens duráveis e novas moradias pioram nos EUA

Por Glenn Somerville WASHINGTON (Reuters) - As encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos desabaram em agosto e a venda de novas moradias atingiu o menor patamar em 17 anos, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego aumentaram na semana passada, segundo dados, divulgados nesta quinta-feira, que mostraram que a economia está se enfraquecendo rapidamente.

Reuters |

O Departamento de Comércio norte-americano informou que as encomendas de bens duráveis, como novos carros e geladeiras, caíram 4,5 por cento, queda mensal mais acentuada que o esperado e a maior do ano, à medida que a demanda por quase todas as maiores categorias caiu.

Separadamente, o departamento divulgou que as vendas de novas moradias despencaram 11,5 por cento no mês passado, frente aos dados de julho, para uma taxa anual de 460 mil. A mediana do preço das vendas caiu 5,5 por cento para 221,9 mil dólares --menor patamar em cerca de quatro anos.

As correções nos preços das moradias estão no centro das preocupações econômicas e os analistas dizem que eles vão continuar caindo antes dos estoques diminuírem e os mercados se estabilizarem.

Na quarta-feira, o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, disse ao Congresso que a economia estava perdendo força rapidamente. Ele apelou aos parlamentares que acelerassem a aprovação do pacote de ajuda para comprar ativos podres de instituições financeiras para tentar libertar os mercados de crédito e reduzir a crise econômica.

Também nesta manhã, o Departamento de Trabalho informou que os pedidos de auxílio-desemprego subiram em 32 mil na semana passada para o patamar de 493 mil, ajustado sazonalmente, ainda que os números se devam, basicamente, ao impacto dos furacões Ike e Gustav.

O departamento estimou que cerca de 50 mil pedidos da semana passada foram causados pelos furacões, então, alguns daqueles postos de trabalho podem ser recuperados quando os negócios forem retomados.

Analistas disseram que os dados apenas reforçam uma impressão difundida de que a atividade econômica está definhando no segundo semestre, talvez mais severamente que o antecipado.

"Os dados sobre as encomendas de bens duráveis e os pedidos de auxílio-desemprego que foram divulgados nesta manhã são certamente fracos, o que não é totalmente inesperado, dado o fato de que a economia deve se enfraquecer um pouco durante o segundo semestre", disse Michael Sheldon, estrategista-chefe de mercado da RDM Financial.

O economista Cary Leahey da Decision Economics Inc disse que as perspectivas para os pedidos continuam desanimadoras.

"Infelizmente, o aperto do crédito bancário, segundo o Federal Reserve, vai levar a declínios nos investimentos de 15 a 20 por cento a partir daqui", disse Leahey.

Excluindo transportes, as encomendas de bens duráveis caíram 3 por cento, após terem subido 0,1 por cento em julho. A queda nos pedidos, descontando transportes, foi a maior desde o início de 2007.

O total de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada foi o maior desde 29 de setembro de 2001, em consequência dos ataques terroristas em Nova York e Washington. As empresas têm reduzido suas folhas de pagamento todos os meses até agora neste ano e a expectativa é de que o desemprego piore, com muitos economistas dizendo que os EUA já podem estar em recessão.

(Reportagem adicional de Alister Bull, em Washington, e Ellen Freilich, em New York)

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