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Da Grande Depressão de 1929 à crise das hipotecas subprime

Washington, 14 nov (EFE) - Os líderes do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) se reúnem desde hoje em Washington para redefinir o sistema financeiro mundial, que enfrenta o maior problema desde a Grande Depressão dos anos 1930. Esta é a relação das crises mais agudas sofridas pelos mercados desde então e as medidas adotadas para seu resgate: 1929. O Crack de 29.

EFE |

A crise econômica mundial dos anos 1930 foi precipitada pela queda dos preços de produtos agrários no mercado agrícola nos Estados Unidos em 1928.

A bolha estourou em 29 de outubro de 1929 quando, após três meses de quedas consecutivas da produção e dos preços, foram vendidas de uma vez só 16 milhões de ações, o que afundou a Bolsa de Nova York.

Depois do desastre de 1929, a legislação básica da bolsa foi alterada. Uma das leis fundamentais foi a "Securities Exchange Act" de 1934, que criou a Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC, em inglês), o organismo encarregado da supervisão e vigilância dos mercados nos EUA.

Entre seus objetivos está divulgar informação ao público sobre os produtos que compram, ordenar as atividades das entidades que intervêm no mercado, fiscalizar para que não cometam abusos e controlar as atividades das bolsas de valores.

1944. Após a Segunda Guerra Mundial, a comunidade internacional realiza uma conferência monetária e financeira patrocinada pelas Nações Unidas, da qual surgiram os acordos de Bretton Woods, que determinaram as regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo.

Também foi decidida a criação do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), assim como o uso do dólar como moeda de referência internacional.

1971- "O fim do padrão ouro". O excessivo gasto dos EUA nos investimentos no exterior e a Guerra do Vietnã fizeram com que as reservas de ouro que o país tinha caíssem drasticamente, com o que o valor da moeda deixou de estar lastreada por este metal.

Por isso, em meio a fortes especulações e de fugas de capitais dos EUA, o presidente Richard Nixon decide suspender a convertibilidade com o ouro e desvalorizou a moeda em 10%, algo que fez sem consultar os demais membros do Sistema Monetário Internacional.

Dois anos depois, voltou a desvalorizar a moeda, com o que acabou finalmente com o padrão ouro. Assim começou a época dos câmbios flutuantes em função da evolução dos mercados internacionais de capital.

1973. "Embargo do petróleo durante a guerra Árabe-Israelense".

O corte de fornecimento dos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no chamado primeiro choque do petróleo, durante a Guerra do Yom Kippur, provocou um aumento de US$ 2,50 a US$ 11,50 em 1974. Isto elevou o gasto energético do Ocidente e provocou uma forte crise nos países mais industrializados.

A partir desta crise de preços, os países ocidentais iniciaram políticas de diversificação e poupança energéticas e, entre outras medidas de defesa, é criada a Agência Internacional de Energia (AIE) em 1974.

1979. "A Revolução Iraniana". A derrubada do Xá Mohammad Reza Pahlevi e a instauração da República Islâmica no Irã provocou o segundo choque do petróleo, e um novo colapso internacional.

Embora desta vez as economias ocidentais estivessem mais preparadas, já que haviam reduzido bastante seu consumo de petróleo, a queda na oferta provocou um longo período de preços extraordinariamente altos.

A crise afetou principalmente os países em desenvolvimento, que, junto ao aumento de preço que tinham que pagar pela commodity e pela inflação, tiveram que enfrentar um ciclo de crise financeira por sua elevada dívida externa.

1980. "Iraque invade Irã". No final do ano, o petróleo alcança novos preços recordes, de US$ 40 o barril, uma taxa que não tinha sido superada em dez anos.

Os altos preços levaram o Ocidente a produzir mais de seu próprio petróleo em zonas como o Mar do Norte.

1987. "Segunda-feira Negra".

Em 19 de outubro de 1987, milhões de investidores ao mesmo tempo começaram a vender suas ações na Bolsa de Nova York devido à crença generalizada da manipulação de informação privilegiada e à aquisição de empresas com dinheiro procedentes de empréstimos.

O Dow Jones, então, desabou 508 pontos, ou 22,6% de perdas em um único dia no qual superou as sucessivas baixas provocadas pela Grande Depressão, e que arrastou as bolsas européias e japonesas.

Isto trouxe como conseqüência uma intensificação da coordenação monetária internacional e dos principais assuntos econômicos.

1997. "Crise do mercado asiático". Em julho, a moeda tailandesa se desvalorizou, e, após ela, caíram as da Malásia, Indonésia e Filipinas, o que repercutiu também em Taiwan, Hong Kong e Coréia do Sul.

Seu efeito arrastou o resto das economias e esta crise, que em um primeiro momento parecia ser regional, acabou se convertendo na primeira crise global.

O FMI elaborou uma série de pacotes de "resgate" para salvar as economias mais afetadas e promoveu uma série de reformas estruturais.

1998. "Crise do rublo". O sistema bancário nacional da Rússia entrou em colapso, com uma suspensão parcial de pagamentos internacionais, a desvalorização da moeda russa e o congelamento dos depósitos em moeda estrangeira.

O FMI concedeu vários empréstimos multimilionários para conter a queda livre da divisa e que o impacto fosse irreparável no mercado internacional. O Fundo também pediu às autoridades russas para acelerar as reformas estruturais internas para fortalecer seu sistema financeiro.

2000. "Crise das pontocom". Os excessos da nova economia deixaram uma esteira de falências, fechamentos, compras e fusões no setor da internet e das telecomunicações e um grande buraco nas contas das empresas de capital risco.

Em 10 de março, o principal índice do Nasdaq, máximo expoente da "nova economia" e do sucesso das empresas de tecnologia, fechou em 5.048,62 pontos, seu recorde histórico.

Em apenas três anos a crise apagou do mapa quase cinco mil companhias e algumas das grandes corporações de telecomunicações foram protagonistas dos maiores escândalos contábeis da história.

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) respondeu com uma redução das taxas de 0,5 ponto percentual.

2001. "11 de Setembro". Os atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas em Nova York e o Pentágono em Washington, que deixaram um saldo de cerca de três mil mortos, também fizeram desabar as bolsas.

O Nikkei caiu mais de 6% e as bolsas européias tiveram fortes quedas que levaram os investidores a buscar abrigo no ouro e nos bônus do Tesouro americano.

O Fed também respondeu com cortes das taxas - quatro até o fim do ano- na campanha mais forte de sua história.

2008. A crise financeira originada nos EUA em conseqüência das hipotecas nocivas ("subprime") concedidas sem garantias a milhares de cidadãos acaba com os grandes gigantes financeiros do país e seu contágio se estende a todo o mundo e afeta as economias reais, causando a crise mais grave desde os anos 1930.

Esta situação leva o presidente americano, George W. Bush, a convocar a Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do G20 em Washington, na qual os líderes das principais economias do mundo e dos países emergentes estudarão como redefinir o sistema financeiro mundial. EFE elv/db

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