O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,45%, negociado a R$ 1,787 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,17%, cotada a R$ 1,795.

O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,45%, negociado a R$ 1,787 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,17%, cotada a R$ 1,795. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em queda de 0,39%, a R$ 1,787.<p><p>Desde segunda-feira, investidores que atuam no mercado futuro de dólar tem atuado para que a taxa ptax de hoje seja mais baixa, de olho na liquidação dos contratos de abril, que vencem amanhã. A taxa de câmbio ptax, calculada pelo Banco Central (BC), corresponde a uma média das taxas de transação no mercado interbancário ponderada pelo volume de transações. <p><p>Por outro lado, outros investidores que pressionam para uma alta da ptax podem se apegar à troca na diretoria de Assuntos Internacionais do BC para justificar compras. Como informou hoje o BC, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo será substituído por Luiz Awazu Pereira da Silva, funcionário de carreira do Banco Mundial e que, atualmente, ocupa o cargo de diretor regional para o Departamento 2 da África Austral do banco.<p><p>Além disso, os operadores avaliam que a queda do dólar ante o real, hoje, pode ser limitada pelo fato de a moeda norte-americana já ter acumulado recuo de 1,70% nos dois pregões desta semana, saindo de R$ 1,826 no fechamento de sexta-feira para R$ 1,795 ontem. O recuo tirou das mesas de operação os exportadores que estiveram atuantes enquanto o dólar se segurou acima de R$ 1,80. <p><p>Em paralelo, os analistas vão observar a reação dos investidores ao relatório de inflação, divulgado hoje pelo BC. Embora habitualmente o documento não tenha impacto direto no mercado de câmbio, hoje pode ser um pouco diferente. Nos dias que antecederam a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o dólar caiu com as expectativas de alta da Selic, o que poderia atrair recursos de curto prazo para o País. A elevação a taxa de juros não ocorreu, mas o mercado criou consenso de que o aperto monetário acontecerá em abril.
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