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Dólar cai pelo 5º dia seguido e fecha a R$ 1,762

O otimismo represado com os números do mercado de trabalho divulgados nos EUA na sexta-feira (feriado no Brasil) ganhou impulso hoje com mais dados positivos sobre a maior economia do mundo e garantiu a quinta queda seguida do dólar ante o real. O dólar comercial fechou esta segunda-feira em baixa de 0,40% a R$ 1,762 no mercado interbancário de câmbio.

AE |

O otimismo represado com os números do mercado de trabalho divulgados nos EUA na sexta-feira (feriado no Brasil) ganhou impulso hoje com mais dados positivos sobre a maior economia do mundo e garantiu a quinta queda seguida do dólar ante o real. O dólar comercial fechou esta segunda-feira em baixa de 0,40% a R$ 1,762 no mercado interbancário de câmbio. Em cinco dias, o dólar comercial acumula baixa de 3,5%. No mês (dois dias úteis), o dólar comercial tem queda de 1,07%. No acumulado do ano, alta de 1,09%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista caiu 0,36% para R$ 1,7617. O euro comercial cedeu 0,96% para R$ 2,377.<p><p>No segmento de câmbio turismo, o dólar recuou 1,37% no dia para R$ 1,87 (venda) e R$ 1,747 (compra). O euro turismo cedeu 0,16% e fechou a R$ 2,533 na ponta de venda e R$ 2,357 para compra.<p><p>O recuo das cotações do dólar chegou a ser mais intenso pela manhã, já que era a primeira reação dos mercados ao dado sobre nível de emprego ("payroll") divulgado na sexta-feira nos Estados Unidos. Ao longo da tarde, a queda foi suavizada, mas em nenhum momento o dólar registrou alta. A taxa máxima registrada hoje no mercado interbancário foi de R$ 1,763 e a taxa mínima, de R$ 1,754.<p><p>Como avaliaram os especialistas, a geração de 162 mil vagas de trabalho em março nos Estados Unidos foi a melhor desde o início de 2007, embora tenha ficado abaixo da previsão, que era de criação de 200 mil vagas. Porém, a revisão para cima dos dados de janeiro e fevereiro contribui para uma leitura positiva do relatório de emprego americano.<p><p>Mas até mesmo uma leitura não tão positiva beneficia ativos como o real, segundo avaliação da Gradual Investimentos. "Esta recuperação no mercado de trabalho nos EUA ainda é incipiente e para surtir efeito mais relevante ainda vai demorar. O total de desempregados é ainda elevado e precisaremos de meses e mais meses com criação de vagas por lá até termos uma situação mais tranquila no mercado de trabalho norte-americano", avaliam os economistas da instituição em relatório.<p><p>Com esse panorama, as taxas de juros daquele país devem se manter no atual patamar próximo de zero. "Taxa de juros zeradas na maior economia do planeta abre a possibilidade para a valorização dos mercados acionários e maior incentivo econômico ao redor do planeta. Mais um bom sinal que nos autoriza a pensar que este segundo trimestre pode representar o início da recuperação no mercado acionário brasileiro, rompendo a barreira dos 70 mil pontos definitivamente, e com o dólar num patamar abaixo de R$ 1,80", dizem os economistas da Gradual.<p><p>Além do "payroll", o índice de atividade no setor de serviços do Instituto para Gestão de Oferta (ISM) dos EUA subiu para 55,4 em março - maior patamar dos últimos seis anos em março -, de 53 em fevereiro, superando a expectativa dos economistas de 53,5. E a NAR (associação de corretores) contabilizou um crescimento de 8,2% nas vendas pendentes de imóveis no mês de fevereiro.<p><p>Hoje, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) anunciou que os diretores da instituição reuniram-se nesta segunda-feira para discutir a taxa de redesconto - utilizada pelo banco central na cobrança dos empréstimos emergenciais oferecidos a instituições financeiras -, mas não divulgou nenhuma mudança em relação à taxa, que atualmente é de 0,75% ao ano.<p><p>O ambiente de tranquilidade ao investidor foi reforçado, internamente, pela permanência de Henrique Meirelles na presidência do Banco Central (a decisão foi anunciada no início da noite de quinta-feira passada), o que garante ao mercado que a política monetária deve ser mantida.<p><p>À tarde, o BC comprou dólares em leilão no mercado à vista, fixando a taxa de corte em R$ 1,7617.
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