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SÃO PAULO - A crise internacional tem gerado ao Bradesco mais dificuldades para renovações de linhas de crédito com recursos externos. Márcio Cypriano, presidente da instituição, afirma que não faltam recursos para financiamentos domésticos, que estão mais caros por conta da alta do custo do dinheiro.

"Os recursos estão um pouco mais caros, mas não faltam. Com recursos externos a gente tem tido alguma dificuldade em relação à renovação das linhas dos bancos no exterior", disse, contemporizando que é uma situação natural tendo em vista as incertezas lá fora.

Cypriano também afastou qualquer risco de impacto da crise para as contas do banco e disse que no Brasil o crédito imobiliário tem mais garantias. "Não temos aqui nenhum título dos que deram origem ao subprime. As operações de crédito imobiliário são extremamente eficientes, bem feitas, inclusive com alienação fiduciária", disse.

Sobre as condições locais para enfrentar a turbulência, Cypriano diz apostar em uma superação tranqüila no Brasil, "sem dificuldades". O executivo elogiou o Banco Central e a equipe do governo pela condução da economia do país. "Se estivéssemos aqui falando há cinco ou seis anos atrás, o dólar já estaria a R$ 5 ou R$ 6. O país já estaria em desequilíbrio total", complementou.

A respeito do pacote do governo americano para comprar ativos sem liquidez nos EUA, no valor de US$ 700 bilhões, o banqueiro considera o plano "arrojado" e que pode ter sucesso. "É uma medida que deve solucionar bem a crise externa."
Cypriano foi um dos convidados em almoço promovido hoje na Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB)
"(Bianca Ribeiro | Valor Online)"

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