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CVM propõe maior transparência sobre remuneração de administradores

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em sua minuta sobre a nova norma que substituirá a Instrução CVM 202 de 1993, pretende aprofundar o conhecimento do acionista sobre a remuneração dos administradores das empresas nas quais o investidor coloca seu dinheiro. Segundo a superintendente de Desenvolvimento de Mercado da CVM, Luciana Pires Dias, haverá um nível de exigência maior de informação sobre a remuneração dos administradores, a depender da categoria em que o emissor ou empresa estiver enquadrado.

Agência Estado |

Atualmente, as informações fornecidas pelas empresas mostram apenas o valor total pago, sem divisão entre conselho e diretoria, e sem diferenciação entre remuneração fixa e variável.

A nova minuta prevê a criação de três tipos de categorias para o emissor. Para cada categoria, a CVM em sua minuta prevê um nível de exigência diferente para informar qual a remuneração de executivos. Para a categoria de grandes emissores e grandes empresas, podem ser conhecidos os valores recebidos por cada integrante de conselho de administração e da diretoria. De empresas ou emissores de médio porte serão conhecidos os valores da remuneração total do grupo de executivos que forma a diretoria e do grupo que forma o conselho de administração, divididos em renda variável ou fixa.

Segundo Luciana, este tópico contido na minuta "ainda está em discussão", e a CVM tem grande interesse em conhecer a posição do mercado a respeito. "Queremos que a informação seja útil para o acionista. Ninguém está querendo se meter na remuneração dos diretores", afirmou a técnica, explicando que o conhecimento, por parte do investidor, de quanto ganham os diretores e integrantes do conselho de administração de uma grande empresa ou emissora de valores mobiliários permite que o acionista avalie o empenho do administrador em seu trabalho em manter pessoal competente para gerir a empresa. "Mas não temos opinião fechada sobre o assunto, e queremos conhecer a do mercado a respeito", afirmou, lembrando que a minuta que dará origem a nova norma que estará em audiência pública até o final de março do ano que vem.

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