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CVM investiga empresas em casos recentes de perdas com derivativos

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está investigando empresas que apresentaram recentemente perdas significativas com operações alavancadas em derivativos. A informação é da presidente da autarquia, Maria Helena Santana, que participou há pouco de debate sobre governança corporativa na Fipecafi, em São Paulo.

Agência Estado |

"Há investigações abertas. Os episódios estão sendo avaliados até por conta das reclamações que recebemos", disse Maria Helena, que procurou não se pronunciar sobre casos específicos. As companhias que apresentaram perdas mais significativas com operações alavancadas em derivativos foram Sadia e Aracruz.

Segundo Maria Helena, a análise que está sendo promovida pela CVM aborda também a forma como as empresas continuaram reportando informações sobre suas operações financeiras após o primeiro anúncio de perda com derivativos. "A nossa avaliação envolve todas as condutas com relação ao que aconteceu, inclusive as divulgações das informações fidedignas ou não", disse.

No último dia 17, a CVM divulgou deliberação exigindo informações mais detalhadas sobre derivativos em balanços financeiros. Com a deliberação nº 550, que completa a Instrução nº 235/95, a CVM procura garantir a disponibilização de informações mais objetivas e completas sobre a eventual exposição das companhias abertas a instrumentos financeiros derivativos. A regra sugere inclusive que esses dados sejam apresentados sob forma de tabela, nas notas explicativas, onde esse tipo de informação já era solicitada, mas sem tanto rigor.

Nesta semana, a autarquia colocou em audiência pública um pronunciamento do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) sobre o assunto, que deve se transformar em uma norma mais completa e começar a valer para a apresentação dos balanços completos de 2008. A partir do próximo ano, a CVM exigirá que as empresas apresentem uma análise de sensibilidade para cenários negativos à estratégia traçada pela companhia para a operação com derivativos. A empresa deverá apresentar o impacto financeiro e patrimonial no caso da ocorrência de três cenários: um considerado o mais provável pela companhia; outro cenário possível com uma deterioração de 25% da variável de risco (stress médio); e um improvável, com uma deterioração de 50% dessa variável (stress elevado).

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