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CVM firma mais um acordo no caso do fundo de pensão da Cedae

SÃO PAULO - O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu firmar um acordo para acabar com a investigação sobre possível falta de diligência da Pavarini e Ópice Gestão de Ativos e seu diretor Renato Ópice Sobrinho no caso que trata das operações supostamente ilegais feitas pelo fundo de pensão Prece (dos funcionários da Companhia Estadual de Água e Esgotos - Cedae) com contratos futuros negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F). No âmbito do Termo de Compromisso, os dois acusados, que atuaram como gestores do fundo exclusivo Hamburg FITVM (da Prece) entre janeiro e outubro de 2003, se propuseram a pagar, em conjunto, R$ 330 mil para a CVM. No total, 93 pessoas físicas e jurídicas foram acusadas pela comissão de inquérito da CVM no âmbito do Processo Administrativo Sancionador n°13/05, que trata do caso da Prece, seja por estarem diretamente ligadas aos negócios irregulares, ou por falta de diligência e de controle das transações.

Valor Online |

A investigação da CVM envolve operações intermediadas pela São Paulo Corretora, Liquidez Distribuidora, Quality Corretora, Laeta Distribuidora, Novinvest Corretora, SLW Corretora, Novação Distribuidora, Fair Corretora, Bônus-Banval Commodities Corretora de Mercadorias e Cruzeiro do Sul Corretora de Mercadorias. Diversos acusados já firmaram acordo com a CVM para encerrar a investigação.

As operações eram feitas com contratos futuros de Ibovespa, dólar e juros. Segundo o inquérito da CVM, foi montado um "esquema" que, "na grande maioria dos casos, gerou ajustes do dia negativos (perdas) para os fundos da Prece e ajustes do dia positivos (ganhos) para determinados clientes das citadas corretoras e distribuidoras".

Em alguns casos, os investidores que estavam na ponta ganhadora eram funcionários das corretoras, ou pessoas próximas de Carlos Eduardo Carneiro Lemos, que foi gerente de investimentos da Prece.

Ainda segundo a CVM, o "esquema foi possível porque a especificação dos comitentes finais junto à BM & F ocorria apenas ao final do pregão, podendo, assim, ser realizada a distribuição dos negócios de acordo com o que se mostrasse mais conveniente". Ou seja, as operações eram feitas dos dois lados (compra e venda). No fim do dia, as perdas ficavam com os fundos da Prece e os ganhos com os clientes supostamente envolvidos.

(Valor Online)

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