Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

CVM examinará mercado e poderá impor restrições

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) irá avaliar o mercado e, se necessário, irá impor restrições e exigências às operações que exigem maior risco, disse hoje a presidente da autarquia, Maria Helena Santana. A gente vai, diante do quadro, avaliar as medidas vigentes.

Agência Estado |

Ver se são suficientes e, se necessário, reforçá-las", afirmou, durante posse do novo presidente da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), Marcelo Giufrida.

Maria Helena lembrou que até instituições não exportadoras chegaram a realizar operações com exposição ao risco cambial e que isso foi fruto da concorrência no mercado de capitais e do "desejo de expandir participação no mercado". A presidente da CVM considera, no entanto, que não há motivos para impor às empresas regras de adequação a investimento de acordo com o perfil de risco, já que se espera que cada uma delas tenha seu próprio controle.

Derivativos

Maria Helena afirmou também que colocará em audiência pública, ainda esta semana, a norma que irá regulamentar a demonstração de instrumentos financeiros, incluindo derivativos, nas notas explicativas dos balanços de companhias abertas.

A discussão dessa regra será feita em parceria com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e está dentro do cronograma de convergência para o padrão internacional de contabilidade, conhecido como IFRS. É por essa razão que a deliberação nº 550 da autarquia, que completa a instrução nº 235/95, exige informações mais abrangentes e detalhadas sobre os instrumentos financeiros derivativos detidos pelas companhias abertas apenas no que se refere aos demonstrativos do terceiro trimestre deste ano. "Essa é uma norma transitória e antecipa em parte o que a CVM passará a exigir a partir do fim do ano", disse Maria Helena.

Venda descoberta

Sobre a prática de venda descoberta de ações, a presidente da CVM não vê, no momento, a necessidade de alterar as regras. Isso porque a autarquia não viu uma relação entre o aumento de aluguel desses papéis e a queda nos preços ocorridos desde junho. "Na verdade, o aluguel de ações caiu e não há evidências para pedir o bloqueio dessa prática", afirmou.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG